Dois dedos de prosa

Por Dra. Carla Vorsatz

Dois dedos de prosa

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Dois dedos de prosa
Dois dedos de prosa
Por Dra. Carla Vorsatz • Edição Nº8 • Ver na web
Olá, a partir desta oitava edição vamos concentrar aqui as publicações das séries que passarão a ser comentadas com periodicidade semanal.
A novidade é a seção “A pedidos” na qual respondo às perguntas feitas pelos leitores — o nome de quem perguntou só será mencionado se isto for solicitado no e-mail.
As perguntas podem ser enviadas por aqui.

Postmenopausal?
Qual é a fase fisiológica após a menopausa?
Relativamente recentemente a literatura médica inglesa — e, consequentemente, a literatura e a fala médica brasileira — foi inundada por um termo no mínimo esdrúxulo, do ponto de vista fisiológico: postmenopausal.
O ciclo reprodutivo feminino se caracteriza por algumas etapas bem definidas:
  • pré-puberdade
  • puberdade
  • idade reprodutiva
  • climatério
  • menopausa
Na pré-puberdade (infância) ainda não existe produção dos hormônios sexuais e, portanto, dos caracteres sexuais secundários; na puberdade ou pubescência ocorre a transição entre a infância e a adolescência com o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e a aceleração do crescimento, levando ao início das funções reprodutivas; na idade reprodutiva ou idade fértil (adolescência e idade adulta) temos o pleno funcionamento ovariano com a produção dos hormônios que regulam o ciclo menstrual e possibilitam a reprodução de modo cíclico, no período fértil.
Do mesmo modo que existe um período de transição entre a fase pré-puberal e a fase reprodutiva, chamado de puberdade, existe um período de transição entre a fase reprodutiva e a cessação da produção hormonal (e da capacidade reprodutiva) chamado climatério, marcado por alterações somáticas e psíquicas e que se encerra na menopausa.
Uma vez findo o climatério, a mulher entra na menopausa (amenorreia há mais de um ano após o climatério) na qual permanece a até o fim da vida: não existe nenhum período fisiológico após a menopausa.
Como em língua inglesa o termo menopausa (menopause) é usado em metonímia para climatério (climacteric) ao falar de “pós-menopausa” o profissional quer se referir ao término do período transicional para a fase na qual a mulher não tem mais possibilidade fisiológica de reproduzir, ou seja, o ingresso na menopausa propriamente dita, criando esta celeuma terminológica, quando na verdade não existe nenhuma outra fase do ciclo reprodutivo após a menopausa: ao entrar na menopausa a mulher nela permanece até o fim da vida.
Quem se interessar mais sobre o assunto, vale dar uma lida em “Menopause or climacteric, just a semantic discussion or has it clinical implications?”
Em suma: você pode e deve traduzir “postmenopausal” por “na menopausa” sem medo de ser feliz.
#SOStraduçãomédica
Blog da série #SOStraduçãomédica 
Esta postagem fala especificamente da suspeita diagnóstica e da terminologia utilizada para a confirmação diagnóstica, lembrando que onde o tradutor pode encontrar toda a terminologia referente ao processo diagnóstico é nos livros de Semiologia Médica — veja algumas referências bibliográficas dessas obras aqui.
Convém ao tradutor também se familiarizar com a terminologia relacionada com o processo diagnóstico em inglês, por isso trago para vocês o capítulo The Diagnostic Process do livro Improving Diagnosis in Health Care (referências no link), que pode ser lido gratuitamente no site.
Série Hoje tem #postediting
Hoje tem #postediting :: XSTZ
Quando falamos de doenças costumamos usar adjetivos muito específicos:
  • assintomática
  • subclínica
  • branda
  • leve
  • aguda
  • crônica
  • recidivante
  • grave
  • gravíssima — potencialmente fatal
  • terminal — fatal
  • fulminante — fatal
No caso das doenças crônicas dizemos que a doença está compensada, estável ou descompensada.
Série #APALAVRADODIA
#PALAVRADODIA :: XSTZ
Links úteis
Links úteis :: XSTZ
Dicas de leitura
Hoje a dica é o livro Writing and Publishing Scientific Papers—A Primer for the Non-English Speaker que o autor Gábor L. Lövei gentilmente disponibilizou gratuitamente na internet (Ed. OpenBook Publishers).
Trata-se de um passo a passo de como redigir um artigo científico em inglês quando você não é de língua inglesa: extremamente útil para médicos, medical writers, jornalistas científicos e tradutores médicos que queiram se familiarizar melhor com os meandros e detalhes da escrita científica acadêmica.
Imprescindível na nossa biblioteca.
Glossário das três séries
Glossários das séries
Atualizado em 22 de maio com os termos das três séries, disponível em *sdltb.
Não consigo mais abrir o Glossary Converter no computador para fazer a versão csv e xlsx, por isso só está disponível na versão Trados.
Caso alguém saiba resolver o problema ou conheça outro progama que faça esta conversão, agradeço se puder informar (não vale a dica de tentar o fórum da SDL, não resolveu).
Grupo TRES - línguas portuguesas
Grupo de Tradutores e Revisores Especializados em Saúde
Essa semana estamos em festa no Grupo TRES com a boa notícia do lançamento da Academia TRES do seu curso de Formação para Tradutores em Saúde em Portugal! No dia 17/06 às habituais 15 h em Liboa e 11 h no Brasil, o curso será apresentado em uma sessão do Fórum TRES (gratuito). Inscrições aqui. Não dá pra perder essa.
E já mostrando serviço, foi marcado o primeiro workshop da Academia TRES!
No dia 21 de junho haverá uma sessão on-line teórica e prática de “Introdução à tradução de ensaios clínicos”; durante três horas com Ana Sofia Correia, tradutora médica de inglês para português, medical writer e moderadora nosso Grupo TRES. Ana Sofia irá partilhar conhecimentos adquiridos durante os seus 14 anos de experiência na área. Mais informações e inscrições aqui.
XSTZ Medical Texts | Textos Médicos
O site está de cara nova e a XSTZ de casa nova!
Grande abraço!
Carla Vorsatz
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Dra. Carla Vorsatz

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