Mudando de casa

Mudando de casa
Por Arthur Freitas • Edição Nº20 • Ver na web
Na última semana eu mudei o serviço que eu uso para enviar essa newsletter para o Revue. O principal motivo é que o TinyLetter, o serviço que eu usava antes, parou de ser atualizado em 2017 e vive aquele fim-de-vida que alguns serviços da web acabam ficando: eles ainda têm uma base de usuários considerável, mas a empresa tem um serviço muito mais bem sucedido e não vê motivos pra continuar melhorando o outro.
Eu amo o TinyLetter e vou manter o arquivo das edições anteriores da newsletter por lá, mas estava cada vez mais difícil de escrever na interface web deles. Já o Revue acabou de ser atualizado para oferecer páginas em português, o que eu acho um barato porque não preciso forçar nenhum leitor meu a entender um idioma que não é nativo deles.
Enfim, eu tô curtindo um bocado brincar com o Revue e essa é a primeira edição que tô mandando com ele, e um dos lances mais legais é a ideia de agendar. Eu estou escrevendo essa edição na sexta-feira, e não no sábado de manhã (eu tenho uma consulta médica enquanto você lê esse email), e mesmo assim posso garantir que essa edição vai chegar na hora para vocês. Já tô adorando!
Chega de anúncios por hoje, voltamos ao normal na próxima edição. Até lá!

Minha dieta cultural nas últimas semanas
  • A Conversação (Francis Ford Coppola): eu me considero uma pessoa que assiste muitos filmes, mas eu tenho uma falha gigante com vários clássicos e eu decidi que esse ano eu vou assistir esses filmes de uma vez, e já tô curtindo um monte: A Conversação é um dos melhores filmes que eu já vi? E isso vindo do mesmo diretor da trilogia d’O Poderoso Chefão. (Prime Video)
  • Lírios D'Água (Céline Sciamma): o filme de estreia da diretora de Retrato de uma Jovem em Chamas, eu tava há semanas me preparando pra assistir e ele não desapontou. Sciamma parece uma herdeira estética do diretor francês Éric Rohmer porque suas histórias acontecem no cotidiano de seus personagens, e é nos detalhes que a beleza dessas histórias acontecem. Como Retrato…, Lírios D'Água é de partir o coração, mas é bom partir o coração as vezes (Telecine)
  • Onde os Homens São Homens (Robert Altman): péssima tradução pro título original, McCabe & Mrs. Miller, esse quase-faroeste de Altman, um dos meus diretores favoritos, tem um dos finais mais lindos que eu já vi: enquanto os habitantes de um vilarejo celebram uma conquista no centro da cidade, um personagem cai, vítima do sistema econômico que os trouxe até ali. Perfeito. (Popcorn Time)
  • Paper Mario (N64): tô jogando o Paper Mario original pelo Virtual Console do Wii. Eu tô genuinamente surpreso com o texto desse jogo, os diálogos e as situações são muito bem escritas e alguns detalhes são de cair o queixo, como a história do Toad que se apaixonou por uma Boo e o namorado dessa Boo se aproveitou do Toad. Que loucura (é um dos poucos RPGs que eu tô me divertindo um bocado também, muito por causa do bom humor).
  • The Americans (3ª temporada): tô chegando no final, e o próximo episódio é uma virada, mas The Americans surpreende não por causa dessas viradas, mas pelo quão bem construída a sua narrativa é. Cada episódio é fechado em uma circunstância, mas leva a história maior pra frente. Acho que esse é um dos melhores exemplos de séries que não são mais feitas hoje em dia, porque as séries estão achando que são filmes de 10 horas. (Prime Video)
  • The Leftovers (1ª temporada): assisti meu episódio favorito dessa temporada semana passada (Guest), e é uma hora perfeita de televisão. De verdade. Eu acho que eu tinha dúvidas sobre acompanhar essa série pela primeira vez, mas quando eu assisti Guest eu sabia que eu tava acompanhando algo especial. (HBO Go)
  • Seymour: An Introduction (J. D. Salinger): terminei a segunda novela do livro que o Leo me deu de aniversário, e tô apaixonado pelas histórias desse autor. Aparentemente a família da qual esse livro conta histórias também é protagonista de outras novelas de Salinger, e eu vou procurar elas pra ontem.
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Arthur Freitas
Por Arthur Freitas

Um textinho logo de manhã.
Links legais e leituras bacanas.
Um sábado sim, um sábado não.

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