Jogos pra você terminar de uma vez

Jogos pra você terminar de uma vez
Por Arthur Freitas • Edição Nº31 • Ver na web
Essa minha semana foi meio atípica comparada aos últimos meses nesse meu novo trabalho, eu tive pouco tempo pra pensar em temas de sugestões pra newsletter, então se as dicas dessa edição parecerem meio improvisadas é muito provável que elas são. (Por isso eu insisto, me enviem dicas de que tipos de sugestão vocês gostariam de ver aqui! Isso me ajuda bastante).
Enfim, como meu tempo tava curto, eu fiquei muito triste com não conseguir jogar muito. O pior, eu já tenho pouco tempo livre nos meus dias pra jogar, o que me deixa triste porque eu tenho um catálogo de jogos que ou eu nunca toquei, ou eu nunca terminei, o que eu acho até pior.
Pra ajudar vocês nisso, eu decidi que ia sugerir aqui algo que eu preciso muito na minha vida: jogos curtos, que você pode terminar em um sábado ou domingo que, por algum motivo, você não vai ter nada pra fazer.
Portal. Começando com o jogo mais longo dessa lista. Portal e Portal 2 são dois dos meus jogos favoritos, mas o segundo é um pouco mais longo (e mais ousado), então se você está com pouco tempo, prioriza o primeiro, que ainda é um dos jogos mais inventivos e divertidos desde seu lançamento. (PC, cerca de 4 horas).
Journey. Essa é uma das experiências mais bonitas que eu tive com um jogo. Em Journey você cruza um deserto infinito em busca de… algo que é muito bonito pra eu dar um spoiler aqui. O melhor é que, no caminho, você cruza com outras figuras iguais a você, mas Journey não permite que você se comunique com elas ou que elas interfiram no seu caminho. Você pode apenas escolher se quer seguir a jornada sozinho ou acompanhado, e essa escolha faz uma diferença pequena, mas crucial, em como você experimenta essa joia. É belíssimo e inesquecível (iOS, PC, PlayStation, cerca de duas horas).
Outer Wilds. O melhor desse jogo, em que você explora um sistema estelar, é que ele vai ser do tempo que você quiser. Isso porque Outer Wilds é cíclico: o sistema que você explora com sua nave é pequeno e denso, mas ele se destroi em 22 minutos. Ele é tremendamente criativo e inigualável, e cada um dos ciclos que você vai explorar são completamente diferentes. Alguns são engraçados, outros são desesperadores, outros são surpreendentes e outros são tristes. É o jogo perfeito para você visitar de vez em quando e descobrir algo totalmente novo. (PC, PlayStation, Xbox, cerca de quatro horas no total)
Gone Home e Tacoma. Eu falei de Tacoma no blog há umas semanas, e vocêprovavelmente já ouvir falar de Gone Home, um dos jogos mais influentes da última década. Ambos são curtos e possuem as mesmas mecânicas – você explora os ambientes e “monta” a narrativa a partir da sua exploração. Mas ambos são extremamente eficazes em como narram suas histórias: Gone Home é um drama familiar emblemático da nossa geração, a Tacoma é uma ficção científica que extrapola a nossa sociedade e enxerga como ela seria se nós já fossemos uma civilização interplanetária. Ambos são belíssimos, mas é a maneira extremamente pessoal que você se encontra com essas histórias que os fazem ser especiais (PC, Switch, Xbox e PlayStation, cerca de duas horas cada).
Limbo e Inside. Os opostos da dica anterior, esses dois são jogos de plataforma que a história toda se desenvolve “por trás” do jogador, conforme ele passa pelos ambientes e desafios impostos por eles. São inesquecíveis – Limbo, em especial, é um jogo que nunca mais saiu da minha cabeça depois que eu joguei ele pela primeira vez em 2010 – e oferecem uma pitada de desafio que os melhores jogos de plataforma conseguem oferecer, sem você precisar se dedicar por vinte horas. (PC, Switch, Xbox e PlayStation, cerca de três horas cada).

Outer Wilds (Annapurna Interactive)
Outer Wilds (Annapurna Interactive)
Minha dieta cultural nas últimas semanas
Como eu disse, o tempo foi curto! Mas eu consegui assistir toda a série Hacks na HBO Max durante meus horários de almoço, e já é uma das minhas séries favoritas do ano. Jean Smart é a Meryl Streep da TV, extremamente eficaz em tudo o que faz, e eu realmente espero que ela continue trabalhando em tantas séries ótimas como ela tem trabalhado nos últimos dois anos.
Eu dei uma jogada em The Legend of Zelda: A Link Between Worlds nas últimas semanas. Eu realmente amo esse jogo, e é o Zelda que eu mais volto a jogar e que não se chama Breath of the Wild. Acho que muitas das coisas que BOTW é tão bom começaram a ser ensaiadas nesse jogo do Nintendo 3DS, e ele tem uma direção de arte estupenda também.
Eu só vi os filmes da Kelly Reichardt que estão na programação especial Forasteira Americana no MUBI. Eu não tô mentindo quando eu falo que todos os filmes nessa programação são excelentes, e eu não tô mentindo quando eu digo que a Reichardt nunca fez um filme que não seja uma obra-prima. Aproveitem enquanto podem.
(Infelizmente eu tava muito cansado todas as noites, e não progredi na minha leitura de Orgulho & Preconceito nesse último mês, mas eu vou!!! Assim que der!!!!! É bom demais!!!!!!!!)
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Arthur Freitas
Por Arthur Freitas

Um textinho logo de manhã.
Links legais e leituras bacanas.
Um sábado sim, um sábado não.

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Curadoria cuidadosa de Arthur Freitas via Revue.