View profile

coisas estranhas # - 92

influenciados, mudei a newsletter de lugar
coisas estranhas # - 92

Leituras
Eu sou aquela pessoa que, não importe as circunstâncias, sempre vai se fuder na fila do supermercado. Não adianta fazer compras no guanabara porque lá é o único mercado do Rio que possui 100 caixas operando simultaneamente. Não adianta. Não adianta escolher a fila com o menor número de carrinhos à frente. Sempre, sempre, eu ficarei preso na fila que anda mais lerda ou que empaca exatamente na minha vez. Eu apenas observo chorando por dentro as filas ao lado passando à frente. Já aconteceu uma vez de eu descarregar todas as compras na esteira, para, com o carrinho já completamente vazio, a caixa informar que teria que fechar naquele instante. Derrotado, deixei tudo pra lá e fui embora, sem as compras. Devo até ter passado fome naquela semana. Esse sou eu, essa é minha vida. Mas há esperança! How to Pick the Fastest Line at the Supermarket
um reflexo do dilema do grande jornalismo atual: a primeira metade do texto explica como o jornalismo investigativo mudou a partir da década de 1990, quando muitas emissoras de TV e jornais independentes foram comprados, se adaptando às pressões dos acionistas. Quase não existe mais a grande reportagem hoje, só mini textos povoando os portais de notícia. This Is What’s Missing From Journalism Right Now. na segunda metade ele faz um apelo por crowdfunding para salvar o jornalismo investigativo (discordo desse modelo, mas também não vejo outra saída. falarei sobre o que eu acho de pirataria e como recompensar os artistas na próxima newsletter). esse outro texto do Ivan Marsiglia fala do papel tendencioso da imprensa ao longo do impeachment: caça à bruxa
Marina Ruy Barbosa e o olhar masculino: ótimo texto da Anna Vitória Rocha no Valkirias falando sobre o conceito de male gaze, a minissérie Justiça e as personagens da MRB na televisão
Como as vias tradicionais de imigração se tornaram mais difíceis, cubanos, somalis, sírios, bengali, nepaleses e muitos outros estrangeiros estão movendo-se por terra, saindo da américa do sul através do istmo da américa central, até os EUA. A pior parte desta viagem é através do Gap, uma zona comandada por traficantes e guerrilhas. A vida tem que ser muito merda no país de origem pros caras entrarem nessa aventura desoladora: A Terrifying Journey Through the World’s Most Dangerous Jungle
Ketchup sandwiches and other things stupid poor people eat: uma resposta versão americana para as pessoas que tem aversão ao bolsa família no brasil
dois longforms antigos que foram as melhores coisas que li essa semana. Rapture of the Deep conta a história de uma pesquisadora francesa que se apaixonou pelo seu objeto de pesquisa, um mergulhador de águas profundas cubano. Eles se casam e entram numa disputa para descobrir quem consegue descer mais fundo. Claro que ia dar merda. Vai virar filme do James Cameron com a J-Law no papel principal. The incredible true story of the collar bomb heist, também daria um ótimo filme dirigido pelo David Fincher: em 2003, um cara roubou um banco ameaçando explodir uma bomba no pescoço. Só que ela explodiu assim que ele conseguir escapar e a polícia descobriu que um verdadeiro criminoso tinha obrigado esse primeiro maluco a ir lá roubar o banco. Demorou 7 anos pro FBI concluir a investigação.
MasterClass é uma plataforma de EAD com aulas oferecidas por celebridades. Cada módulo custa 90 dólares e inclui opções de aulas com Dustin Hoffman, James Patterson, Christina Aguilera e Werner Herzog. Aqui vai uma resenha do curso de tênis com a deusa Serena Williams: She Is Not A Good Loser, So She Tries Not To Lose
TV
Rami Malek ganhou ontem o emmy de melhor ator em séries dramáticas. yay! Acho que Mr Robot sofre do mal de séries boas que irritam por não serem convencionais. A segunda temporada está terminando como a primeira: primeiros cinco episódios lentos e confusos, mas depois tudo fica em velocidade máxima e lindo [as melhores resenhas são do AV Club]. Eu preferia que a série investisse menos nas realidades alternativas e mais na discussão sobre um mundo pós-capitalismo. Poucas séries ou filmes falam tão bem sobre hackativismo diretamente em oposição ao capitalismo. Talvez a principal mensagem da série não seja mesmo sobre realidade, mas sobre moralidade, e essa é uma sacada fudida. Enfim, tudo isso pra dizer que eu curto Mr. Robot sim, está entre as menos piores séries da safra de séries ruins dos últimos 2 anos, e que o season finale é semana que vem. Quem tiver no clima, invista na maratona. [não consegui encontrar um vídeo da cena, mas segue o áudio da Angela cantando Everybody Wants To Rule The World no karaoke S02E08]
tô super fraco de filmes em 2016, então vou indicar dois do ano passado que só consegui assistir agora: Danny Collins e Love & Mercy. Os dois são sobre a dura vida das estrelas do rock, o primeiro ficcional o segundo real (Brian Wilson, dos Beach Boys). O Paul Dano aliás fez papel ficcional parecido no Juventude, que é o segundo filme do Sorrentino sobre estrelas do rock decadentes. O outro é o Aqui é o meu lugar. Esses dois são ótimos também.
Música
3 músicas storytelling pra vcs
Sobre Meninas e Porcos - Valciãn Calixto (voz da Eryka Alcântara)
Passado Futuro - Xóõ
Links
a lua avançou sobre a terra na china e foi foda. daí a galera começou a aloprar tudo
todos os feitiços em harry potter. meu preferido é obliviate
se deixar eu passo os dias assistindo esses vídeos de dominós caindo
shockwave, caralho
trilhos de trem se deformando devido à alta temperatura, bizarro
uma escada de 150 milhões de dólares que não leva a lugar algum

valeu aí
valeu aí
Did you enjoy this issue?
influenciados, mudei a newsletter de lugar

novo endereço:
moreno.substack.com
assinem lá. abs

If you don't want these updates anymore, please unsubscribe here
If you were forwarded this newsletter and you like it, you can subscribe here
Powered by Revue