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coisas estranhas # - 79

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coisas estranhas # - 79
By moreno [newsletter] • Issue #22 • View online

Aposentadoria
sendo eu funcionário público estatutário e propenso a passar os próximos muitos anos no mesmo local precaríssimo de trabalho até me aposentar ou morrer, o que vier primeiro, uma das pouquíssimas coisas que me reconforta é a possibilidade de explorar a abordagem laboral de longo prazo. Fora a peculiaridade do concurso público e a estabilidade, poucas pessoas começam um trampo achando que vão ficar na empresa por 20, 30 anos. Millenials tem uma média muito baixa de permanência em trabalhos, algo em torno de 15 meses. Quem é do ramo de tecnologia por exemplo ainda corre o risco de trabalhar em empresas que nem vão existir dentro de 5 ou 10 anos. Como então é possível criar coisas sólidas em apenas um ano? Como devo me comportar no trabalho considerando que eu ainda estarei aqui nos próximos 50 anos? 
Jony Ive é o chefão de design e trabalha na Apple desde 1992. Ele pegou a fase ruim antes de pegar a fase boa da empresa. Cerca de 6 ou 7 anos atrás, outra grande firma tentou recrutar Jony, que respeitosamente recusou. Ao declinar, ele disse que passara os dez anos anteriores trabalhando duro para conseguir que a Apple chegasse a um ponto em que finalmente pudesse fazer o tipo de trabalho que ele sempre quis fazer, então não era o momento de se afastar. Ele estava apenas começando. Ou seja, em algum momento Jony estava gostando tanto do trabalho que ele parou de prestar atenção aos anos: Jony’s Patience
Não passarão pra sempre passando
quem tb está impressionado como todos estão dispostos a queimar a mufa fazendo conta pra entender a nova aposentadoria ao invés de ir queimar o congresso? a quem interessar possa, o manual do guerrilheiro urbano
quem aí consegue citar alguma instituição nacional em que ainda podemos confiar? a instituição bunda da paola oliveira permanece firme
eu sempre fico achando que uma hora a derrocada vem e vão cortar nossa internet. e que por isso eu preciso começar a usar browser encriptado e baixar todos os filmes possíveis pra assistir antes que sejam censurados: 7 Things You Can Do Right Now to Protect Yourself from the Trump Administration
When the Going Gets Tough, I Turn to Cinema
mas pera lá. regra número 1 anti-fascismo é “não obedeça antecipadamente”. Fighting authoritarianism: 20 lessons from the 20th century
As democracias, muitas vezes governadas por um elenco rotativo de elites, raramente vivem de acordo com suas promessas utópicas  de inclusão: How to restore your faith in democracy
Uma turbulenta cultura pública de depreciação não esconde o fato de que o abismo entre uma elite tecnocrática e as massas cresceu. Em todos os lugares, uma maioria que foi prometida crescente igualdade vê o poder social monopolizado por pessoas com dinheiro, propriedade, conexões e talento. Eles se sentem excluídos da cultura superior e da tomada de decisões. Welcome to the age of anger
já eu tô numa vibe anarcohacktivismo. Já que ninguém vai pegar em armas pra fazer a revolução, nem vai fazer uns atentados contra deputados ou juízes, parar de pagar plano de saúde e escola particular pros filhos, então só resta investir em 2017 em opsec e criptocurrency e aprender a zerar os débitos de todas as pessoas em todos os bancos do brasil. Mr robot na veia. Se eu sumir nos próximos meses, já sabem: a ABIN leu essas minhas cartinhas e me levou em cana.
Se nada disso der certo, eu viro anarcoprimitivo
ainda dá tempo minha gente
ainda dá tempo minha gente
Leituras
Eu sou uma usuária de cadeira de rodas: uma mulher que visivelmente tem uma deficiência física. E, minha cadeira de rodas age como um estranho tipo de campo de força. As pessoas veem primeiro a “deficiente” antes de perceberem a “mulher”, e a primeira impressão é a que fica, porque em nossa sociedade capacitista um corpo com deficiência é automaticamente um corpo dessexualizado. Ninguém assovia para a mulher na cadeira de rodas
Finalmente começamos (por mais que ainda haja um longo caminho a se trilhar) a tratar depressão, ansiedade e outras mazelas da mente com seriedade e debater isso por meio de mídias modernas, seja em filmes, como Divertida Mente que mostra que devemos lidar com tristeza, raiva e outros sentimentos do mesmo modo como lidamos com positivos, ou mesmo por conta de jogos de videogame. A música é só mais um meio que abraça esses sentimentos e tenta gerar a discussão em um assunto que ainda é tabu. O “rock triste” é realmente triste?
Livre de grandes sindicatos e editores sensíveis, cartunistas da web podem criar o que quiserem. How the internet unleashed a burst of cartooning creativity
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aceito esta singela gravata de natal
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quando faço 3 gols peço chatuba de mesquita

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