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coisas estranhas # - 39

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moreno [newsletter]
coisas estranhas # - 39
By moreno [newsletter] • Issue #62 • View online
librariana

a menina que roubava livros
nada de novo no mundo das bibliotecas. só o documentário daquele moço que furtava obras raras pra dar uma animada no salão. é que os bibliotecários ficaram tristes pelo fato do filme não apenas ser ruim, mas por ter sido realizado com financiamento público. enquanto que algumas bibliotecas solicitaram verba governamental para melhorar a segurança de seus acervos e tiveram pedidos negados. e agora o moço jogou merda no ventilador ao recontar a história de como algumas gravuras roubadas por ele foram terminar em coleções privadas, por intermédio de um socialite que lucrou bastante com a compra e revenda em leilões do ramo. furto de obras de arte, lavagem de dinheiro, acervos desprotegidos, transferência de riquezas: nada de novo no mundo das bibliotecas.
Como menino pobre apaixonado por Carmen Miranda se transformou no ’maior ladrão de livros raros do Brasil
A casa londrina Maggs está numa sinuca
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kudos para o maravilhoso Roubaram A Mona Lisa!, livro que conta a história real do roubo da mona lisa em 1911 quase como um romance policial
os bibliotecários vão catalogar e digitalizar tudo, os robôs vão roubar nosso emprego e num futuro ideal ninguém vai se preocupar com livros e arte roubada, porque tudo vai estar a um QR code de distância: Hacking the Heist [FODA]
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três filmes recentes com temática biblioteca no meu watchlist, mas que tá difícil de sair em torrent. no aguardo:
Cartas para um Ladrão de Livros, documentário sobre o laéssio
EX LIBRIS - The New York Public Library,  documentário sobre a reconfiguração da biblioteca de livros para a biblioteca das pessoas que querem obter conhecimento.
Sudorese
The Public, filme sobre um grupo de moradores sem teto que ocupa a biblioteca pública quando uma frente fria atinge a cidade. qualquer bibliotecário sabe que lidar com uma mistura de sudorese e desobediência civil é uma constante, seja o usuário morador de rua ou não. por isso cada vez mais esse é um nicho a ser explorado (oportunidades de consultoria sobre como lidar com pessoas fedorentas na biblioteca).
Librarian’s Guide to Homelessness é um ótimo guia, dividido nas seguintes seções: usuários com catinga, usuários que roncam, usuários que pedem esmola, usuários que querem entrar na biblioteca com todas suas 27 sacolas de supermercado, usuários delirantes e impor autoridade a usuários violentos com ações baseadas em empatia. tem o curso online e tem um livro, meio caro, algum bbtecário brasileiro se prontifique a fazer algo nesses moldes, realidade brazuca cracuda.
mantra bom da gestão de recursos humanos é aquele que diz que vc conhece uma instituição visitando o seu banheiro. já eu acho que todo funcionário deveria ser obrigado a usar o mesmo banheiro dos usuários, em qualquer tipo de instituição. por isso minha alegria ao ler este artigo seminal sobre os banheiros das bibliotecas universitárias: “Where Are the Bathrooms?”: Academic Library Restrooms and Student Needs
Primeira lei de Ranganathan
gostaria de saber o que os milhares de booktubers e escritores de newsletters bem e mal sucedidos fazem com os livros depois de publicar suas resenhas. por que me entristece que não exista um acordo efetivo entre as principais editoras e as bibliotecas públicas para o envio de lotes de lançamentos, pois afinal, estimular a leitura e nutrir mercado consumidor e isenção fiscal. então seria de bom tom que essa galera se esforçasse pra doar seus livros ruins para a biblioteca pública mais próxima. pelo menos isso. sigam o exemplo da rainha dolly parton
da nossa parte, hoje e sempre, fica aquela vontade de jogar na cara do contribuinte quanto ele é otário por pagar imposto de renda, demais impostos municipais e estaduais, mais o valor do produto propriamente, quando poderia simplesmente pegar o livro emprestado na biblioteca, de graça. já foi pago afinal. por nós mesmos.
goodreads challenge do proletário
goodreads challenge do proletário
algum bbtecário brasileiro se prontifique a fazer algo nesses moldes, realidade brazuca otariana eu pago meus impostos.
Vocabulários controlados
não sei exatamente como funciona a adoção e edição de cabeçalhos de assunto da LoC (muito menos da BN) mas criaram um wiki que permite que catalogadores possam discutir previamente certos assuntos e coloborar na submissão de propostas consistentes de subject headings: The Cataloguing Lab
o spotify lançou uma ferramenta chamada Line-In que permite que seus usuários respondam questionários com a intenção de melhorar os metadados da audioteca. eu por exemplo sempre recorro ao moribundo lastfm quando preciso identificar uma categoria precisa da música, já que a classificação no spotify é quase nula. tentei começar lá os testes e achei chato, mas vamos ver se com o tempo melhora
já o google lançou o “LIFE tags” com 4 milhões de fotos da revista LIFE classificadas por machine learning. robôs roubando meu emprego? sim
Leituras
história muito doida de gatunos que descobriram um loophole e estão se passando por autores para lavar dinheiro na Amazon. oportunidade excelente pro laéssio.
um longread sobre preservação digital e as empresas de internet que saem do ar. se vcs soubessem o que acontece ficariam enojados (a UFRJ mesmo recusou o acervo do JB quando da primeira bancarrota. conheci tb o acervo da RFFSA que está apodrecendo no prédio da central do brasil depois da privatização, não me perguntem)
SENSACIONAL texto sobre o arquivo high density da universidade de Columbia. mesmo problema que enfrento aqui: acabou o espaço pra guardar tantos livros e teses que são produzidas. a solução aqui é entulhar tudo e torcer pra pegar fogo (às vezes acontece). a solução lá é outra
se jogar a bomba atômica aqui em nós morre tudo. menos os arquivos de metal
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quando faço 3 gols peço chatuba de mesquita

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