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coisas estranhas # - 22

influenciados, mudei a newsletter de lugar
coisas estranhas # - 22

media diet
[breve revisão dos filmes que mais curti em 2018]
a favorita: maria antonieta fanchona + barry lyndon. yorgos lanthimos cada ano que passa consegue fazer filmes menos bizarros. continue assim e em breve é oscar
mandy: hellraiser + LSD + nicholas cage. é o melhor filme horrível do ano
support the girls: melhor filme girl power do ano. oscar de melhor atriz para regina hall. levo fé demais na carreira da haley lu richardson
guerra fria: o filme da lady gaga, só que bom
puro sangue (thoroughbreds): vida dos millenials sarcásticos e desempregados que escrevem newsletters
blockers (não vai dar): pais desajustados tentam impedir suas filhas de perder a virgindade na noite do prom. ridículo + juvenil + vulgar. sessão da tarde sem culpa
o mau exemplo de cameron post: cura gay na prática
the old man & the gun: rapaz se pegar os últimos 10 filmes desse menino robert redford não tem uma coisa ruim pra reclamar
o quebra-cabeça: kelly macdonald maravilhosa destrói o patriarcado por meio do incrível hobby que é montar quebra-cabeças de 1000 peças
o primeiro homem: tipo de filme que é a experiência perfeita do cinema, sala escura. nada de mais, mas super bem feitinho
buscando… : bobo, mas ganha sendo a versão soft de mr robot. um pai tenta desvendar o sumiço da filha se tornando o ás da rede mundial de computadores
a morte de stalin: comitê soviético não aprova essa satirização imperialista americana, mas eu ri
ilha dos cachorros: wes anderson me ganhou na primeira cena do vira-lata espirrando
ponto cego: melhor crítica social anti-trump
a balada de buster scruggs: irmãos coen nunca decepcionam
no coração da escuridão: melhor filme do ano pra discussão sem conclusão alguma em mesa de bar. oscar de melhor ator para ethan hawke
domando o destino: tecnicamente acho que esse é O filme do ano, mas ninguém viu, ninguém vai lembrar. lindo em vários sentidos
hereditário: meu filme preferido do ano, tem tantas cenas icônicas, tá gravado na retina. é a compilação perfeita desse estudo sobre a imagem monumental nos filmes de terror
além dos nacionais faltou ver o assunto de família do koreeda e alguns outros promissores (beale street, green book, vida selvagem, as viúvas). todos demais, com notas, na minha lista do imdb

[breve revisão dos filmes que odiei em 2018]
nasce uma estrela: spoiler já no título, previsível toda vida, aquele menino henri castelli com ovo na boca fazendo crossover ruim do jeff bridges e aquela outra menina que quer ser barbra streisand mas não vai conseguir
em chamas: nada contra arthouse movies, mas esse é o pior filme que assisti desde durval discos
under the silver lake: não vou admitir que façam uma cópia de mulholland dr. impunemente. bem feito pra eles, o filme é um equívoco total
roma: o filme é bonito? é. mas é o filme da regina casé, convenhamos. o próprio cuaron admitiu que ninguém ia ver um filme preto e branco falado em mixtec se não tivesse passando no netflix. pena que vai levar todos os prêmios, não vale o hype
vingança: era pra ser um duro de matar feminista mas exagerou. só podemos admitir esse nível de absurdos em filmes de vingança estrelados por homens brancos, pera lá

[breve revisão da única série que assisti em 2018]
não tenho tido tempo pra séries, mas se eu puder indicar uma fiquem com gênio diabólico (tem netflix), só pra provar mais uma vez que minha mãe esteve sempre certa ao proferir: esses americanos são todos malucos
media diet distilled
certo dia minha tv 4k amanheceu com um risco vertical na tela por motivo de crianças e uma vez que o valor do conserto é o preço de um carro, o castigo vai ser assistir ben e holly com interferência na experiência visual até a próxima promoção das casas bahia na copa de 2022. eu é que não me prezo assistir filmes em tela com defeito, sinto tanto nervoso e desrespeito com os autores e atores que não consigo me concentrar. além de que o aparelho em questão, na versão filmes via pendrive, não permite rodar o fastforward junto com o áudio: se eu quiser ver o filme em modo rápido, só em silencio. abri mão, pois bem.
no vlc (que só roda no laptop ou celular. acho q não tem o app pra tvs) dá pra acelerar a reprodução dos filmes junto com o áudio, então eu tenho visto a maioria com pelo menos o dobro de velocidade (filmes com legenda a perda é mínima pq a leitura é dinâmica amores e leva só uns 50 minutos pra ver qualquer película meia bomba) porque tempo é aquilo que a gente troca pelo salário do biscate e não tô podendo desperdiçar. não tenho mais repulsa em ver filmes no celular, porque as telas agora são bem melhores e qualquer versão 720p se encaixa muito bem no aspect ratio, desde que ambiente escuro. cineastas sintam nojo de mim, não me importo. é isso ou tv riscada, optem.
costumo gastar o último trimestre vendo todos os filmes das listas de melhores do ano e deixo os outros meses pro meu goodreads challenge. estabeleço uma meta bem humilde que dê pra bater até outubro. depois de ver todos os filmes sugeridos e passar a noite do oscar enojado eu consigo retomar os livros, lá pra março, deixando os filmes de lado. a maior carga de leituras só retomo quando voltam as aulas, porque não há melhor lugar pra ler do que fila do bandejão. nenhum ser humano me importuna e o tempo despendido me faz esquecer que a UFRJ é a universidade que consegue ter fila quilométrica pra comida mesmo com sistema eletrônico de agendamento. boçal.
não vou julgar quem assina netflix e deixou de piratear filmes por conveniência, mas na preguiça só tem perdido tempo buscando qualquer coisa decente naquele pífio catálogo. se eu fosse estimular pirataria de artes dramáticas com qualidade eu indicaria qualquer upload do noriegarj no 1337x. mas tb não vou.
spotify aqui roda o ano inteiro pq é mais simples e eu tenho o melhor emprego do mundo que me deixa trabalhar de fone de ouvido. antes eu ficava me atualizando pelo albumoftheyear e os releases nacionais no hominiscanidae, mas como o volume tb é muito grande ultimamente eu tenho optado por guardar playlists que esbarro (a maioria filmes que tem trilha sonora legal) e dali eu acabo separando as novidades que me agradam. ao longo do último ano eu não consegui ouvir quase nada nacional e de metal, mas vou passando a limpo as listas de melhores do ano assim que voltar ao trabalho e recupero até o meio de 2019 o tempo perdido do ano passado. daí, lá pra maio, junho, eu começo a concentrar só nos lançamentos do ano corrente. tem sido assim.
nos últimos dois anos eu fiz uma mega compilação de melhores livros do ano a partir de listas de gente confiável (camila von holdefer, juju gomes, taizze, por ex), não fiz esse ano ainda mas provavelmente farei porque é sempre bom ter indicações e guardar os títulos no wishlist pra quando vier promoção da amazon.
considerações finais: todo mundo acha um porre as retrospectivas do instagram e essa aqui, mas
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