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Sucesso profissional atrapalha vida amorosa? Será?

Revue
 
Bom diaaaa! Quando me dei conta que essa edição da news - especial de Dia dos Namorados - sairia mais
 

Jogo de Damas®

13 de Junho · Edição Nº12 · Ver na web
Notícias, dicas, tendências e inspiração de empreendedorismo, carreira, tecnologia e negócios com filtro feminino, direto na sua inbox!

Bom diaaaa!
Quando me dei conta que essa edição da news - especial de Dia dos Namorados - sairia mais atrasada do que o planejado, fiquei pensando no que a Laura, minha psicóloga, diria sobre os motivos inconscientes de eu não ter conseguido seguir a risca meu plano de enviar a news na manhã do dia 12 de junho.
A verdade é que tive uma emergência (!!!) no trabalho, daquelas bem grandes, e como a Duda trabalha comigo (fora nossa parceria no Jogo de Damas, trabalhamos numa startup), não conseguimos focar na newsletter. Ou pode ser que eu estivesse com dificuldades de escrever sobre algo que me incomoda, não é mesmo Laura?
Brincadeiras à parte, pedimos desculpas pelo atraso, mas o trabalho é nossa prioridade e acreditamos que a maioria de vocês vai entender. 
Sem mais demoras, vamos falar da intersecção entre vida amorosa e vida profissional, e o que isso impacta pra nós, mulheres!
Espero que a leitura seja proveitosa pra vocês!
Bom resto de semana!
Deb & Duda

Amor, poder e dados <3
Se a Meredith Grey ensina, a gente aprende, não é mesmo?
Lembro que quando comecei a trabalhar com o Jogo de Damas, láááá em 2012, uma das coisas que eu achava mais complicadas - e tristes - no meu trabalho eram as pesquisas e os dados estatísticos. Quem trabalha comigo sabe que eu sou “a doida da pesquisa”, então era realmente frustrante ler estudos e mais estudos que me mostravam que a realidade era dura mesmo, que não era uma questão de tempo, que não era só comigo e que não era impressão minha ou TPM.
Um exemplo disso é o número de mulheres CEO das empresas da Fortune 500, que ao longo desses anos ensaiou uma melhoradinha, mas caiu 25% do ano passado pra cá. Notícias assim sempre me motivaram a olhar os dados, as pesquisas, a realidade mesmo, ao invés de me basear pelo burburinho das redes sociais ou pela minha própria realidade.
Quando o assunto é relacionamento e sucesso profissional, então… Daí a coisa pega!  
E é com um convite a vocês que quero continuar essa análise. Sim, eu sou solteira, mas o que eu trago aqui pra vocês hoje NÃO É apenas um reflexo das minhas opiniões, ou das minhas vivências. São estudos, médias, tendências, dados de instituições de muita credibilidade. Às vezes falta trazer o estudo para a realidade brasileira, às vezes (na maioria!) falta considerar fatores raciais ou de orientação sexual, às vezes a metodologia deixa a desejar, mas ainda assim gostaria de convidá-las a ler e buscar ver uma realidade que pode não ser a de vocês hoje, mas que está aí e é o dia a dia de muitas mulheres.
Vamos lá?
Quando a gente ganha mais que o parceiro
Apesar de, em média, estudarmos mais e ganharmos menos em relacionamentos a questão do dinheiro é uma das principais fontes de conflito entre casais. Mas e quando a mulher ganha mais, como fica?
A gente poderia pensar que as coisas ficariam melhor, né? Afinal, mais dinheiro, menos problemas. Mas, na realidade, o casamento balança quando a mulher ganha mais. Claro, os motivos podem ser vários, então vamos considerar alguns, já estudados:
1) Existe uma percepção, por parte da mulher, de perda de status o que levaria à insatisfação por parte do companheiro, e consequentemente, à instabilidade na relação;
2) Mulheres que ganham mais, ou que sustentam a casa, têm mais chances de serem vítimas de abuso físico e psicológico. Sem a pressão financeira, a mulher fica mais propensa a pedir o divórcio;
3) Quando a mulher ganha mais, a tendência é que ela também acumule mais horas de trabalho em casa, o que leva a discussões e insatisfações - e afeta o relacionamento;
No meu caso, quando ganhei mais, posso dizer que vivi duas situações: uma delas em que meu parceiro não soube lidar com o fato, me traiu e terminamos; e outra em que a diferença de salário me fez perceber que eu estava crescendo, enquanto meu namorado da época estava estagnado e não se esforçava para sair do lugar e eu terminei.
Mas sucesso não é só dinheiro, né Deb?
Nãããão! Sucesso é o que a gente define! Pode ser um Oscar, por exemplo! Hehehehe!
Mas por que estou falando do Oscar aqui? Bem, existe a “Maldição do Oscar”, que assola as atrizes que ganham o prêmio de melhor atriz. Em fevereiro de 2016, das 266 atrizes casadas que tinham sido nomeadas para o Oscar de melhor atriz, desde 1936, 159 haviam se divorciado, ou seja 60% - um número considerável. 
A não ser que você seja atriz ou trabalhe na indústria cinematográfica, provavelmente não vai concorrer a um Oscar, então o que isso tem a ver contigo?
Bem, mulheres que recebem uma promoção são duas vezes mais propensas a se divorciarem, independente das questões financeiras. Isso acontece, de acordo com o estudo, por conta de três diferentes teorias:
1) A promoção poderia ser mais inesperada num casal que priorize a carreira do marido;
2) A promoção levaria ao aumento do stress em casa devido à renegociação de tarefas domésticas;
3) A mulher sairia de um relacionamento que oferece menos flexibilidade e apoio para o seu desenvolvimento profissional.
Mas o que eu faço então, Deb?
Desisto do relacionamento? Saio dessa enquanto posso?
Calma lá!
A gente defenda que a mulher faça o que ela quiser - sempre! Idealmente bem informada das opções e nada que transgrida a lei.
Mas também somos românticas e pró amor: todos os tipos de amor <3
Não tenho a resposta certa para esse tipo de dúvida e dilema, mas posso dizer que se você está preocupada com isso, não está sozinha. Muitas mulheres, especialmente as millennials, vivenciam conflito com relação ao seu sucesso profissional e o impacto na vida amorosa. Nossa geração têm discutido MUITO as questões de gênero, até porque estamos vivendo grandes transformações no papel social da mulher - e consequentemente no papel social do homem.
Do que eu aprendi ao longo desses anos de Jogo de Damas, seja em cursos, pesquisas, eventos, livros ou experiências de outras mulheres, posso compartilhar com vocês 5 pontos que são legais da gente considerar nesse contexto:
1) A primeira etapa da mudança é a conscientização, é entender a situação. E se você está lendo essa news, já está no caminho. Agora é discutir com seu parceiro e refletir juntos o que funciona melhor pra vocês, não é mesmo? Vocês precisam saber que existe o que vocês querem fazer e o que vão conseguir fazer, pois muitas decisões são contextuais. E ter um Plano B é fundamental.
2) Um dos textos que eu mais me identifiquei sobre “ter tudo” é justamente um que fala que não podemos ter tudo ao mesmo tempo. E nem os homens. Muito do sucesso profissional masculino é fruto de descaso com a saúde e pouca interação com os filhos, por exemplo. 
3) Os homens estão mudando também! Uma pesquisa do Boston College mostra que eles acreditam que as tarefas precisam ser mais divididas em casa - o que resulta em maior satisfação no relacionamento.
4) A CEO da Xerox sugere que a gente busque um parceiro mais velho (o dela é 20 anos mais velho), assim quando for a nossa vez de focar na carreira, ele já estará estabilizado e em vias de se aposentar, podendo, inclusive, ser uma espécie de mentor. Uma saída também seria, por que não?, buscar alguém mais novo!
5) É (quase) tudo uma questão de alinhamento de expectativa. Uma pesquisa recente de Harvard mostrou que o que atrapalha o sucesso das mulheres não são os filhos, e sim os maridos. Eu diria que para além disso, é a falta de conversa e de planejamento conjunto. Como, no geral, o homem é mais velho, ele tende a estar mais avançado profissionalmente e isso implica em ele receber oportunidades profissionais melhores, que podem envolver mudança de cidade ou de estilo de vida. Considerando a vantagem do companheiro, a mulher, muitas vezes, assume a “carona” no relacionamento.
Eu posso dizer que conheço casais incríveis que encontraram suas maneiras de fazer dar certo. O Adrian e a Anna, por exemplo. Ele prefere focar no terceiro setor e ter estabilidade, enquanto a Anna fica “livre” para arriscar no próprio negócio ou numa carreira mais ambiciosa no mercado corporativo. Penso ainda nos meus pais (<3), pois minha mãe é mais velha que meu pai e boa parte da vida esteve à frente profissionalmente e ganhando mais que ele. Quando ela recebeu uma promoção e precisamos nos mudar, meu pai aceitou um trabalho numa cidade ao lado (e viajava todos os dias) para que minha mãe pudesse aproveitar aquela oportunidade!
Gurias, por essa semana é só!
A gente espera que vocês continuem acreditando no amor e que, a cada dia, uma ou mais de nós consiga mudar a realidade desses estudos até que o conjunto das exceções vire a regra! 
Até lá, contem com a gente e, por via das dúvidas, façam um Fundo Foda-se para estarem livres e preparadas para qualquer decisão!
E, se você tiver alguma dica, história ou sugestão pra compartilhar sobre como lidar com sucesso profissional e vida amorosa, manda pra gente, tá? Vamos compartilhar (anonimamente) nas nossas stories no Instagram!
Ah! Hoje tem sorteio de mentoria! Fiquem ligadas nas nossas redes!
Beijo!
Deb & Duda
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Curadoria cuidadosa de Jogo de Damas® via Revue.