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Receber feedback é difícil? Você não está sozinha! Vem que a gente dá dicas!

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BOM DIAAAA! Estamos em clima de Copa por aqui e felizes de ver que as mulheres continuam avançando me
 

Jogo de Damas®

18 de Junho · Edição Nº13 · Ver na web
Notícias, dicas, tendências e inspiração de empreendedorismo, carreira, tecnologia e negócios com filtro feminino, direto na sua inbox!

BOM DIAAAA!
Estamos em clima de Copa por aqui e felizes de ver que as mulheres continuam avançando mesmo numa área considerada masculina, como é o caso do esporte e, principalmente, o futebol! Pela primeira vez na história uma mulher (e brasileira!!!) narrou um dos jogos do Mundial
O tema da news para essa semana, escolhido por vocês no nosso Instagram, foi RECEBER FEEDBACK! Então, aproveitei que recentemente passei por processos de feedback na empresa e vou reunir pra vocês o que eu aprendi com esse processo e com conversas com profissionais de RH, coachs, leituras e, claro, minha experiência!
Essa semana vamos começar a trazer vídeos no stories do Instagram e temos novidades vindo por aí! Mês que vem estaremos em Toronto (Canadá!), num evento sobre e para mulheres empreendedoras e vamos fazer um mês com newsletter temáticas sobre negócios, carreiras e oportunidades internacionais!
Uma semana maravilhosa pra vocês e, já que vamos falar em feedback, não esqueça de enviar o seu!
Deb & Duda

FEEDBACK: o que e por quê?
A primeira vez que entendi bem o que era feedback foi quando li o livro ATITUDE PROFISSIONAL, da Ligia Fascioni (o livro é grátis, aproveita e baixa agora!). Feedback é como o ajuste de temperatura da água do chuveiro, porém em relação aos nossos comportamentos. A gente coloca a mão na água, sente a temperatura, faz uma análise e, a partir dessa análise e gente “ajusta” o registro até o ponto em que acreditamos que teremos a temperatura ideal, daí colocamos a mão na água de novo e o processo se repete, ou não. Se a água estiver na temperatura certa, significa que o ajuste do registro foi eficiente. 
O objetivo do feedback é sempre a melhoria e desenvolvimento de um profissional, um empreendedor, um processo ou um negócio! Como a própria Ligia diz:
Feedback nunca é sobre a pessoa, é sempre sobre o que ela faz
Se feedback são é o processo de dar inputs e informações úteis para futuras decisões e melhorias, ele passa a ser uma excelente ferramenta no nosso crescimento profissional. Se o objetivo é se desenvolver e crescer, o feedback é fundamental, pois temos outras opiniões além da nossa para trabalhar - e quanto mais informações e dados, mais informadas serão nossas ações.
Dar feedback é fundamental pois demonstramos nossa capacidade analítica e crítica, bem como nossas habilidades de comunicação e nosso interesse no desenvolvimento de alguém ou da empresa/negócio/projeto em que estamos. Não são apenas os “chefes” e líderes que podem dar feedback. Tudo depende, é claro, do ambiente de trabalho em que você se encontra. No meu caso, eu estímulo minha equipe a dar feedback uns para os outros, bem como me dar feedbacks para que eu possa melhorar enquanto líder e profissional.
Saber receber feedback, entretanto, é mais do que ouvir o que o outro tem a dizer, mas filtrar e agir em cima da informação recebida. Enquanto profissionais, é uma forma de mostrar que somos flexíveis, que nos adaptamos quando necessário e que nos preocupamos com nossa evolução. É preciso estar aberta e, de fato, trabalhar em si mesma para poder apreciar o processo de receber feedback. Eu ainda estou aprendendo…
Quem? Quando? Onde?
Bem, mas não é porque estamos querendo melhorar, abertas à críticas, sugestões e elogios que qualquer um, a qualquer momento e em qualquer lugar pode chegar nos enchendo de feedback, né?
As informações de quem, onde e quando deveriam ser mais direcionadas para as pessoas que estão nos dando o feedback, porém, saber que esses são aspectos relevantes do processo nos ajuda bastante a ser mais efetivas. Quer ver só?
Uma vez um superior meu resolveu me dar um feedback, no meio da rua, a caminho do almoço, na frente de uma colega de trabalho. Ele chegou e disse que tinha ouvido as pessoas falarem que eu estava melhorando meu comportamento, falou mais algumas coisinhas e me deu os parabéns. Lembro que eu fiquei bem assim:
Falando depois, com minha coach sobre o assunto, entendi que ele era a pessoa certa para me dar feedback, pois como meu superior ele tinha o dever e direito de passar informações que seriam úteis no meu dia a dia profissional. Porém, por mais que ele tenha tido boa intenção e que o feedback fosse “positivo”, o fato de ele fazer no meio da rua, no intervalo de trabalho e na frente de uma colega, tirou todo o efeito positivo que o feedback poderia ter. 
Mas Deb, não é legal fazer elogios na frente dos outros e críticas em particular?
Sim, mas nem sempre.
Primeiro que uma coisa é um elogio do tipo: “excelente apresentação hoje!”, outra coisa é um elogio que faz alusão a um problema, como “apesar de não ser muito bom em apresentações, hoje tu fez um bom trabalho”. Naquele momento, minha percepção foi que ele estava expondo pra minha colega que eu tinha questões comportamentais para melhorar no trabalho e que esse era um assunto comentado por outras pessoas.
Numa reunião posterior com esse chefe, eu comentei que eu preferia que feedbacks construtivos (que reúnem aspectos positivos e negativos) fossem dado de maneira privada e, de preferência em ambiente e horário de trabalho. Deixei claro que eu estava aberta a feedbacks, mas que acreditava que dessa forma eles seriam mais eficientes, pois eu focaria no conteúdo e não na forma. Viu? Essa era eu dando um feedback pra ele. 
Sobre críticas em particular, acredito que minha opinião vai ser mais polêmica. Acho que críticas, quando bem dadas, podem sim acontecer em público e, assim, serem uma ferramenta de melhoria coletiva. Quando eu estudava arquitetura, nós tínhamos os chamados “paineis”, que era quando colocávamos nosso trabalho na parede para o professor analisar e avaliar na frente de todo mundo. Aprendi MUITO com críticas e elogios feitos a outros colegas e entendi coisas que dificilmente eu entenderia tão bem e tão rápido se meu processo de desenvolvimento fosse mais individualizado. 
COMO RECEBER O TAL DO FEEDBACK ENTÃO?
Tá! A gente já sabe o que é o feedback, pra que serve, onde e quando receber e, também, quem pode nos dar feedback. Mas e na hora H? Como a gente faz?
1) FEEDBACKS NEGATIVOS
Esses são aqueles que são apenas críticas, sabe? Que servem para apontar algo que fizemos de errado. Eu juro que sei o quanto é difícil, mas o ideal é escutar, escutar, escutar. Não tente se justificar e, idealmente, busque sempre por exemplos, fatos. Se sua chefe falar que você não está comprometida com o trabalho, por exemplo, peça para ela falar algumas situações em que ela percebeu isso. 
Além disso, busque entender BEM o que cada coisa significa para seu chefe/a pessoa que está dando feedback. Se te falarem que você não entregou o relatório de maneira estruturada, por exemplo, pergunte como exatamente seria o ideal. Peça por modelos, pergunte o que faltou no seu relatório, quais são os problemas CONCRETOS. Ou, se o feedback for sobre um comportamento, explore mais o que querem dizer com isso ou entenda a razão dessa percepção. Se falarem que você não é comprometida: quais as ações que demonstram isso? o que significa ser comprometida? é uma questão de dedicação de horas? de atitude? 
Enfim, além de escutar, escutar e escutar, você precisa perguntar, perguntar e perguntar. Cuide o tom de voz das perguntas para não parecer que está desafiando ou justificando o feedback e tenha em mente que as perguntas são para você entender melhor a situação e poder agir em cima tendo o maior número possível de informações.
2) FEEDBACKS POSITIVOS
Chega ser um absurdo eu ter que escrever sobre isso, mas a verdade é que nós, mulheres, temos dificuldade em receber elogios - o que a gente entende quando lê matérias como essa.
A dica para receber elogio sobre nosso trabalho, ou feedback positivo é sempre agradecer e, caso a gente não entenda bem a razão, podemos perguntar o que teve de bom ou de diferente nessa vez. Lembro quando recebi um elogio sobre os resultados de um relatório que entreguei e pensei: “ué, mas é quase igual a todos os outros!”, daí fui falar com meu chefe e descobri que a forma como eu tinha colocado os dados facilitou a visualização dos meus resultados, apesar dos resultados serem quase os mesmos dos relatórios anteriores. 
3) FEEDBACKS CONSTRUTIVOS
Esses seriam aqueles que reúnem o feedback positivo e negativo juntos, que visam uma melhoria; não necessariamente significam que fizemos algo ruim ou errado. Eu chamo de “feedback mas”, pois ele traz o elogio, MAS, sempre traz junto o porém. Ou seja: seus resultados estão melhorando, mas ainda não chegaram na meta desejada.
O que está por trás desse feedback é reforçar algo que está sendo bem feito e usar como alavanca para algo que precisa melhorar. Também é conhecido como o feedback sanduíche.
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Ufa!
Muita coisa, né? Vocês já nos deram o feedback que preferem newsletter grandona, por isso que caprichamos no tamanho, viu?
Não deu para escrever nessa, mas vamos fazer uma edição falando de preconceitos disfarçados de feedback - isso serve para quando mulheres recebem feedbacks negativos baseados em estereótipos de gênero. Interessante, né?
Esperamos que vocês tenham gostado! Ah! E mandem feedback para que possamos melhorar sempre!
Beijo e até semana que vem!
Deb & Duda
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