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"Política é uma maneira potente de empoderar mulheres"

Revue
 
Boa noite/bom dia! "Política é uma maneira potente de empoderar mulheres", disse Preneet Kaur. E pens
 

Jogo de Damas®

25 de Setembro · Edição Nº20 · Ver na web
Notícias, dicas, tendências e inspiração de empreendedorismo, carreira, tecnologia e negócios com filtro feminino, direto na sua inbox!

Boa noite/bom dia!
Política é uma maneira potente de empoderar mulheres”, disse Preneet Kaur. E pensando nisso eu e Duda discutimos muito sobre o tema dessa semana, se era válido, se era pertinente. E no fim, decidimos. Dado o período em que estamos passando, a edição dessa news vai falar de POLÍTICA.
Ser mulher é político.
Nada mais justo do que tratarmos do tema em pleno processo eleitoral. Mas, queremos deixar claro que não vamos falar de partidos, de candidatos e sim de democracia, de voto e, claro, de política.

Esperamos, mais do que nunca, que essa news contribua para sua vida.
Boa semana pra vocês!

MAS FALAR DE POLÍTICA?
Eu cresci numa casa bastante politizada. Meu pai participou de campanhas, concorreu uma vez a vereador. Além disso ele cursou História e minha irmã também (o TCC dela foi sobre Dercy Furtado, a primeira mulher vereadora de Porto Alegre). Eu estudei alguns anos de Arquitetura e Urbanismo (que é um curso bastante político), e depois fui para Relações Internacionais. Meu TCC foi sobre empoderamento feminino na política externa, com estudo de caso da Hillary Clinton.
Pronto! Acho que deu pra ver que aqui em casa, tanto empoderamento feminino quanto política sempre foram temas do almoço, por exemplo.
Confesso que eu nunca imaginei que eu fosse falar desse tema no Jogo de Damas, até porque o projeto tem o lado mais “liberal” de apoio ao empreendedorismo e negócios, mas também tem o lado mais “direitos humanos”, ao promover a independência e o avanço da mulher. Eu achava que trazer a pauta poderia ser mal visto por muitas de nossas seguidoras.
Mas, tudo é político, já disse Thomas Mann e a escolha de ser “apolítico” é, na verdade, um apoio ao status quo, como colocou a Rebecca Solnit. Então, a gente não podia ficar calada diante desse processo eleitoral tão polarizado.
Mas o que empoderamento feminino tem a ver com política?
Tudo, né?
Desde a conquista do direito ao voto, até discussão sobre descriminalização do aborto, representatividade, PEC das domésticas, construção de creches públicas. O tema é ainda mais urgente no Brasil, onde a atuação política feminina está abaixo da média mundial e somos lanterna no continente americano.
Aliás, acho que é importante fazer um disclaimer. Embora eu goste de política e tenha estudado o assunto, não sou mais do que uma entusiasta. Existem mulheres maravilhosas que atuam e/ou são especialistas no tema - tanto de direita, quanto de esquerda, centro ou qualquer linha. A gente recomenda que você vá atrás delas para se informar mais, que são muitas, como por exemplo a Rosana Pinheiro Machado, Tatiana Vargas Maia, Djamila Ribeiro, Aline Cardoso.
A news de hoje, portanto, traz mais perguntas do que respostas. Vem com a gente?
DEMOCRACIA E REPRESENTATIVIDADE
Uma vez um amigo me perguntou por que era importante ter mulheres na política, se as poucas mulheres que concorriam não eram eleitas e as outras não queriam concorrer. “Não é melhor a gente apenas se basear no mérito dos políticos, ao invés do gênero?”, ele me perguntou.
O poder emana do povo, e nós mulheres somos a maioria da população, entretanto estamos pouco representadas nos espaços de poder.
Que sociedade estamos criando em que as mulheres não são eleitas como legítimas representantes ou ainda, que elas não se sentem incentivadas a participar das diferentes esferas de poder?
A ideia é sim, se basear nos méritos políticos, nos valores, na experiência. Mas, eu acredito que se uma parte relevante da população (aqui me refiro às mulheres, mas também serve para negros, LGBTQ e outras grupos minoritários) não faz parte dos debates políticos e de pautas relevantes, temos um problema - e aqui tem um texto que fala exatamente disso.
Acho que cabe a nós, cidadãs, entender o papel dos diferentes cargos políticos, esferas de poder, bem como entender como funciona o processo politico no Brasil, seja aprovação de leis ou ainda questões orçamentárias. Uma compreensão desse processo mostra a relevância de termos mulheres trazendo pautas específicas ou ainda colocando o ponto de vista em outros projetos de lei ou discussões orçamentárias.
Inclusive, cabe falar que o Senado oferece uma série de cursos gratuitos, que falam desde Lei Maria da Penha, Direito do Consumidor até Direito Constitucional e Poder Legislativo.

MAS E O QUE ISSO TEM A VER COM MEU DIA A DIA?
TUDO!
Já falamos aqui que a pobreza é sexista, então políticas que precarizam o trabalho ou que tiram direitos afetam muito as mulheres.
A licença maternidade, por exemplo, é uma pauta feminina - assim como a licença paternidade. Mulheres lutam muito pela equidade perante a lei pois sabem que existem profissionais que sofrem com preconceito após terem filhos. Outras pautas que estão diretamente vinculadas à questões profissionais/de negócios, está a própria política econômica como um todo. De acordo com o projeto de governo, pode haver aumento de desemprego, inflação, ou ainda pode haver crescimento econômico e social - e isso afeta sim as mulheres não apenas porque fazemos parte da população economicamente ativa, mas porque o desemprego nos afeta mais do que aos homens.
Então sim, o Estado pode ter um papel importante da redução da desigualdade de gênero, por isso é fundamental escolhermos bem quem estará lá, nos representando.
MAS, E COMO EU ESCOLHO ENTÃO?
Cada uma de nós escolhe de acordo com nossos valores, com o que acreditamos ser melhor para o país, para a sociedade.
Não vamos abrir nosso voto aqui, mas temos algumas ferramentas para indicar que vão ajudar vocês na hora de votar:
Calculadora de Afinidade Eleitoral 2018 ~ O Iceberg
Encontre sua candidata: todas as mulheres na disputa eleitoral em 2018
The Political Compass
Questionário da eleição de 2018
#TEMMEUVOTO - a plataforma que ajuda o eleitor na escolha dos seus candidatos
NOSSO ÚNICO POSICIONAMENTO
Não temos como falar de direitos das mulheres, de independência feminina em época de eleições sem falar que #ELENÃO.
O número de seguidoras no Instagram diminuiu e mais de 10% das pessoas que participaram da nossa votação disseram que iam sair do Jogo, pois achavam que não era legal a gente apoiar a hashtag e a causa do #elenão. Bem, por mais que a gente respeite opiniões diversas, não podemos ser coniventes com posicionamentos que ameaçam a democracia e os direitos humanos. Todos eles.
Inclusive, a edição passada da news falava de público alvo e sobre focar no púbico certo. Nós acreditamos que nosso público é #elenão, que é crítico, que apoia a democracia, e que torce pelo avanço do Brasil, e não pelo retrocesso.
Hoje ficamos por aqui!
Esperamos que a news tenha contribuído!
Dúvidas, dicas, sugestões, feedbacks, reclamações? É só responder esse email!
Beijos e ótima semana!
Deb & Duda
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Curadoria cuidadosa de Jogo de Damas® via Revue.