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Deu tudo errado? Você não está sozinha!

Revue
 
Bom dia mulherada! Faz mais ou menos um mês e meio quando eu estava "rascunhando" essa news, sobre da
 

Jogo de Damas®

27 de Agosto · Edição Nº16 · Ver na web
Notícias, dicas, tendências e inspiração de empreendedorismo, carreira, tecnologia e negócios com filtro feminino, direto na sua inbox!

Bom dia mulherada!
Faz mais ou menos um mês e meio quando eu estava “rascunhando” essa news, sobre dar tudo errado, quando o destino resolveu que eu precisava experimentar um pouquinho na pele ANTES de escrever…
Tudo começou com uma viagem pro Canadá que deu errado por questões burocráticas. Tudo planejado, evento de empreendedorismo feminino na agenda, passeios com amigas e com a filha e, de repente, em pleno portão de embarque, tivemos que cancelar a ida. Pensei: ok, isso vai dar uma ótima newsletter.
Oh boy, era só o começo. Desde então, além de um grande conflito no trabalho, e o cancelamento de uma mudança pra fora do Brasil, ainda tive um computador novinho quebrado. É a vida, né?
Então, recuperada, pronta pra próxima, aqui estou, retomando a news e emocionada com as mensagens de saudade que recebi de vocês nas últimas semanas.
Eu desejo que tudo dê certo pra vocês, mas como “dar errado” faz parte da vida, desejo que meus aprendizados tornem o processo mais leve pra vocês!
Ótima semana e lembrem-se, adoramos dicas, feedback e sugestões!
Deb

MAS O QUE SIGNIFICA "DAR ERRADO"?
Quando tudo dá errado é complicado manter a calma e conseguir analisar a situação da maneira devida.
Eu, depois de muitos erros e acertos, passei a me perguntar sempre:
O que é dar errado?
Porque é natural que, quando algo sai fora do planejado ou ainda não acontece da maneira como queríamos, a gente considere que isso é dar errado.
Esse ano eu tinha planejado sair do país em busca de melhores oportunidades pra mim e pra minha filha. Estava tudo certo, processo em andamento quando… fui para outra área no trabalho e tive que cancelar a mudança por agora. Foi um baque, mas aprendi a olhar a situação de outra maneira. O objetivo era melhores oportunidades e, ali estava eu, no Brasil, com uma excelente e grande oportunidade bem na minha frente. Precisei enxergar a mudança de planos como uma mudança de planos mesmo e não como um fracasso.
Sempre busque analisar a situação e ver se o que aconteceu foi mesmo algo que deu errado ou se simplesmente alcançou os objetivos de outra maneira. E nunca se sabe, você pode mudar de objetivos ao longo do caminho, né?
MAS DEU TUDO ERRADO MESMO?
É normal negligenciar as coisas boas que estão acontecendo em outras áreas da nossa vida e focar apenas no problema ou na coisa que “deu errado”, né?
Pra conseguir ser mais assertiva na análise, eu sempre tento usar uma técnica chamada de big picturização das coisas:
BIG PICTURIZAÇÃO DAS COISAS - Jout Jout BIG PICTURIZAÇÃO DAS COISAS - Jout Jout
A Jout Jout com certeza explica melhor do que eu nesse vídeo, mas resumindo é considerar o todo sempre. O todo que ela comenta no vídeo é o TODO do mundo. Afinal, o que é não receber um aumento esperado ou receber um feedback negativo no trabalho, perto da crise de imigrantes no Brasil ou do fato que existem pessoas que apoiam o Bolsonaro?
Ás vezes eu não consigo ser tão elevada desse jeito e só consigo pensar no meu problema, no que deu errado e como isso me afeta. Mesmo assim, eu uso a big picturização das coisas dentro do contexto da minha vida. Assim, se algo deu errado no trabalho, a gente dá a devida dimensão para o acontecimento, mas ciente de que outras áreas da nossa vida, como o lado financeiro ou saúde, estão muito bem, obrigada. Ou ainda, se esse mês foi uma m****, o que é um mês dentro dos meus trinta e pouquinhos anos, não é mesmo?
P.S.: Se a bad for bad mesmo, procure sempre ajuda profissional, tá?
NÃO ADIANTA, DEB... NÃO CONSIGO SAIR DA BAD
Ok, ok. Mesmo analisando se tudo deu errado e considerando seu próprio conceito de dar errado, ainda assim as coisas não parecem bem?
Acontece. Nós somos seres humanos e precisamos aprender a lidar com frustrações, erros, fracassos, problemas. O lado bom é que existe teoria que pode nos ajudar nesse processo. Ano passado li o livro Plano B, da Sheryl Sandberg, e aprendi sobre os 3 Ps, do psicólogo Martin Seligman:
> Permeabilidade: sensação de que o que deu errado vai afetar todos os setores da sua vida;
> Permanência: acreditar que os efeitos do problema vão durar para sempre;
> Personalização: percepção de que a culpa é nossa - quem nunca?
Aceitar e compreender que esses comportamentos são naturais diante da sensação de ter dado tudo errado é o primeiro passo para começar a sair da tempestade.
Tempestade, nesse contexto, é um conceito vem de uma frase que eu adoro do Haruki Murakami, um autor que eu sou fãzona:
E quando a tempestade acabar, você não se lembrará de como passou por ela, de como conseguiu sobreviver. Você nem terá certeza se a tempestade realmente acabou. Mas uma coisa é certa. Quando você sair da tempestade, você não será a mesma pessoa que entrou. E é sobre isso que é essa tempestade.
A tradução veio do Google, tá?
TESTE: Como você se recupera de problemas no trabalho?
SAINDO DA TEMPESTADE
Quando está tudo dando errado profissionalmente é normal a gente querer recomeçar do zero, ou incendiar tudo, como disse a Joan.
Lendo sobre o melhor a fazer nesses casos, eu aprendi 2 técnicas muito interessantes e que precisam ser usadas em conjunto:
1) A CULPA É SUA MESMO
A vantagem de abraçar a ideia de que tudo deu errado por nossa causa é que nos damos o poder de resolver as coisas. Sim, dói no início. Mas dói menos se a gente entende que não foi TUDO que deu errado e sim uma pequena parte de nossa vida profissional, durante um pequeno espaço de tempo determinado.
Passada a dor, é hora de encarar que foram nossas ações que levaram ao resultado de “dar tudo errado”. Assim conseguimos rever o que fizemos ao longo do caminho e passamos a ver o que podemos fazer diferente na próxima vez. Podemos, inclusive perceber de maneira mais clara quando a culpa realmente não é nossa, e assumir um papel mais ativo na hora de moldar nosso contexto profissional.
Outro dia tive uma situação chata no trabalho e falando com a coach da empresa, nós duas concluímos que não havia nada a se fazer naquele momento e que, de fato, não fui eu quem tinha feito algo errado. Ao mesmo tempo, ela apontou que eu poderia aprender com o ocorrido e fazer minha parte para que os outros agissem diferente na próxima vez.
2) FIQUE DE OLHO NO CISNE NEGRO
O autor Nassim Nicholas Taleb desenvolveu o conceito das situações Cisne Negro, que seria um acontecimento improvável que, depois de ocorrido, as pessoas procuram fazer com que ele pareça mais previsível do que ele realmente era.
Ou seja, é quando acontece algo fora do seu planejamento e que você não tem nenhum controle, então a culpa não é sua e basta apenas tentar não se estressar - afinal problemas assim existem e o Nassim deu até nome pra eles.
Se algo deu errado e você não tinha como prever ou se está totalmente fora do seu alcance, não é produtivo se preocupar, se culpar ou se torturar.
PRÓXIMOS PASSOS
Talvez você seja um pouco como eu, que está sempre pensando em opções diferentes para um futuro próximo, ou ainda pensando em universos paralelos onde as coisas que a gente faz não dão errado. Bem, confesso que ter opções cansa, mas que ~pode~ trazer uma sensação de segurança.
Eu tenho, por exemplo, o plano Z, que é pra quando tudo der errado mesmo. O plano Z é algo bem particular de cada uma de nós e o meu inclui uma reserva financeira pra 6 meses, enquanto as coisas tomam jeito - enquanto eu estou passando pela tempestade.
Mas talvez você não precise de opções, talvez o que funcione pra você seja fazer nada. Isso mesmo: NADA.
Tem um site que eu leio bastante que tem um texto sobre a Síndrome de Fazer Alguma Coisa, e é exatamente o que parece: não conseguimos ficar paradas e saímos agindo em cima dos problemas ou do que deu errado. E isso, muitas vezes pode piorar a situação, que é outro conceito que eu aprendi no mesmo site: a iatrogenia.
Iatrogenia é um conceito da área médica, que é quando um remédio ou tratamento piora ou causa outra doença. Ou seja, às vezes quando tentamos consertar uma situação, existe a possibilidade de piorar tudo.
A questão é que cada uma de nós provavelmente tem algo ou um momento em que consideramos tudo deu errado. E temos abordagens diferentes pra sair do “erro”.
Pra mim, o que funcionou nas últimas semanas foi dar tempo ao tempo, esperar meu computador voltar do conserto, falar sobre o assunto na terapia, deixar um pouco a vida me levar e parar de querer controlar tudo. E assim, quando eu vi, estava retomando a newsletter e as coisas foram tomando seu lugar.
Outras maneiras de dar a volta por cima!!!!
Ficamos por aqui!
Sabemos que hoje, ao invés de soluções, a gente colocou lenha na fogueira e trouxe diferentes maneiras de refletir sobre nosso progresso - ou falta de progresso - profissional. Ser honesta com vocês, ao mesmo tempo que compartilhamos nossos aprendizados, é nossa maneira de encarar o fato de não termos resposta pra tudo <3
Esperamos que estejam felizes com a volta da news e que o conteúdo de hoje ajude vocês de alguma forma!
Beijos e até semana que vem!
Deb & Duda
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Curadoria cuidadosa de Jogo de Damas® via Revue.