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Informativo JDL #3 - mai. 21

Informativo JDL
Informativo JDL #3 - mai. 21
Por Jornalismo, Direito e Liberdade • Edição Nº3 • Ver na web
Olá!
Seja muito bem-vinde à segunda edição do Informativo JDL, a newsletter do grupo de pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade da ECA/IEA - USP! Aqui você encontra um apanhado das nossas discussões, atividade e publicações, além de dicas de leitura, eventos e outras recomendações reunidas pela curadoria esperta da nossa equipe de integrantes.
Nesta edição, compartilhamos com vocês destaques do mês de maio, apresentamos o tema de nosso próximo seminário, Direito à Informação, Mídias Digitais e Poder Público, e indicamos dois grandes lançamentos que refletem sobre a vida e história de brasileiras vivas, com profundo impacto em nossa narrativa contemporânea: Sueli Carneiro e Dilma Rousseff.
Viu por aí alguma coisa interessante que se encaixa nos nossos temas? Então manda pra gente! É só responder a essa mensagem pelo seu email com indicações, dúvidas, críticas e comentários!

Estamos falando sobre...
Direito à Informação, Mídias Digitais e Poder Público
Nosso próximo seminário de pesquisa, “Direito à Informação, Mídias Digitais e Poder Público”, será no dia 02 de junho, às 14hs, com a participação do pesquisador e advogado Caio Vieira Machado, do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo - LAUT.
Acompanhe o evento ao vivo em nosso canal. 
Destaques do JDL no mês de maio
Pesquisadores do JDL participaram de vários eventos durante o mês. No dia 20 Sérgio Quintanilha realizou na ECA-USP o workshop “Automobilismo e Jornalismo: história, conceitos e cobertura”. No mesmo dia 20 o pesquisador do JDL Camilo Vannuchi participou do Webinar “Liberdade de Expressão, democracia e a Lei de Segurança Nacional”, junto ao Grupo de Estudos sobre Liberdade de Expressão ligado ao Programa de Pós-Graduação em Direito da PUC-Campinas.
No dia 26 de maio tivemos participações em três eventos: Giovanni Francischelli e Vitor Blotta participaram do debate “Regulação das Mídias e do Audiovisual” no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UNIP. Anna Vitória Rocha e Vitor Blotta apresentaram no 9º Congresso da Compolítica seu artigo “#Nãoexisteestuproculposo: jornalismo feminista e feminismo jornalístico em tempos de desinformação”, no GT Comunicação e Sociedade Civil. E Eugenio Bucci realizou a conferência “O Olhar, as Palavras e o Gozo”, no Colóquio Internacional sobre Análise do Discurso da UFSCAR.
Durante o mês de maio o JDL também realizou diversas atividades de divulgação. No dia 03, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ocorreu o evento “Jornalismo como Bem Público”, em parceria com o LabJor da FAAP, que contou a coordenação da professora Edilamar Galvão, coordenadora do curso de Jornalismo da FAAP e pesquisadora do JDL, com vídeo de abertura de Guilherme Canela, Chefe da área de Liberdade de Expressão e Segurança de Jornalistas da UNESCO, e exposições de Laura Mattos, pesquisadora do JDL e colunista da Folha, da advogada da área de liberdade de expressão Taís Gasparian e do reconhecido pesquisador e consultor em comunicação social e cultura João Brant.
Para quem não conseguiu acompanhar este marcante evento acesse o vídeo no Canal do Labjor da FAAP.
O JORNALISMO COMO BEM PÚBLICO || Webinar
O JORNALISMO COMO BEM PÚBLICO || Webinar
Na academia e na imprensa
Publicações do JDL
O dossiê Fragmentation and Solidarity, em edição especial da Revista Comparative Sociology, resultado de worskhop em parceria do Núcleo de Estudos da Violência da USP com o Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt e apoio do JDL, conta com dois artigos de Vitor Blotta. O primeiro é o texto introdutório “Fragmentation and Solidarity”, em co-autoria com Clifford Griffin. O segundo, “Selective Solidarity and Discursive Modulation in the Brazilian Public Sphere”, discute como a solidariedade tem sido mobilizada de forma seletiva e excludente no tempo presente, e como “modulações discursivas” desse conceito podem fortalecer os potenciais democráticos da esfera pública.
O pesquisador Camilo Vannuchi concedeu entrevista a Breno Altman no site Ópera Mundi sobre a incompletude da transição democrática no Brasil. Contra os problemas da memória coletiva e do direito à verdade sobre violações de direitos humanos no Brasil, Vanucchi defende a força histórica e exemplar das biografias.
Novidades
Publicações recentes de referência indicadas pelo JDL
Anatomy of an IA System
Anatomy of an IA System
Por Kate Crawford e Vladan Joler
Eu queria realmente abrir essa compreensão da IA ​​como nem artificial nem inteligente. É o oposto de artificial. Vem das partes mais materiais da crosta terrestre e do trabalho de corpos humanos, e de todos os artefatos que produzimos, dizemos e fotografamos todos os dias. Nem é inteligente. Eu acho que há um grande pecado original no campo, no qual as pessoas presumiram que os computadores são de alguma forma como cérebros humanos e se apenas os treinarmos como crianças, eles irão lentamente crescer e se tornar esses seres sobrenaturais. (via MIT Technology Review)
Por Stylianos Serghiou, Rebecca M. Marton e John P. A. Ioannidis
Journals can take months to years to retract unreliable research while journalists often fail to inform the public when the scientific discoveries they have reported on are later determined invalid or fraudulent. The analysis reveals researchers play a role, too. Some researchers rely on and use discredited research in their work — even years after a journal has withdrawn the research from publication because problems such as scientific misconduct, significant errors, plagiarism or ethics violations have rendered those results untrustworthy. (via The Journalist Resource)
A edição conta ainda com o dossiê temático “Uncertain Knowledge. Studying ‘conspiracies’ and ‘truths’ in the digital age”, editado por Henri Boullier, Baptiste Kotras e Ignacio Siles. Clique e conheça os trabalhos!
Agende-se!
Eventos, oportunidades, cursos e muito mais!
CONGRESSOS E EVENTOS
DESINFORMAÇÃO | Envio de resumos até 15 de junho Professores da iSchool da Universidade de Syracuse (EUA) promovem o evento “INDE-2021: Além da desinformação: em direção a uma agenda de pesquisa para ecossistemas de informação, dinâmica de rede e epistemologias emergentes” (em tradução livre), que acontece nos dias 5 e 6 de agosto em modalidade virtual. Resumos podem incluir temas como disseminação de desinformação, polarização ideológica, partidarismo como uma identidade social, tribalismo, toxicidade online, clickativismo, conspiração e extremismo.
Para mais informações, confira o link (inglês).
DEMOCRACIA E LETRAMENTO DIGITAL | 18 de junho Acadêmicos, profissionais e formuladores de políticas se encontram para discutir o panorama atual da alfabetização digital e falar sobre possíveis caminhos futuros. Entre os participantes, há Payal Arora (Erasmus University, FemLab.Co e Catalyst Lab) e Marielza Oliveira (UNESCO). Evento gratuito e online promovido pelo comitê de Cultura da Câmara dos Comuns da Inglaterra e relacionado a bolsa de pesquisa acadêmica ligada ao Parlamento.
CHAMADA DE TRABALHOS
SUR LE JOURNALISM | Até 1º de dezembro
A Sur le Journalism prepara dossiê sobre “Jornalistas e construção midiática dos problemas públicos” e seus editores sugerem três eixos de contribuição aos autores interessados: os jornalistas como mediadores; os jornalistas como promotores de problemas públicos; e problemas públicos sem jornalistas? France Aubin (UQTR, Canadá), Erik Neveu (Université de Rennes 1, França) e Paula de Souza Paes (UFPB, Brasil) conduzem os trabalhos desse número.
OPORTUNIDADES
PRÊMIO PARA VÍDEOS CURTOS SOBRE DH | Até 30 de junho
Concurso de vídeos originais de até 7 minutos relacionados a direitos humanos e ao combate à corrupção. As inscrições podem ser de natureza documental ou histórias. Vídeos também podem se expressar por expressões artísticas, tal como dança, música, arte visual e gráfica. O prêmio foi estabelecido em 2012 pela Universidade de Columbia Britânica (UBC, Canadá) e concede aos vencedores 10 mil dólares.
Na cabeceira
Nossas dicas de leitura – e do que fazer com o controle remoto
Quando Sueli Carneiro passou no vestibular e se matriculou no curso de Filosofia, no comecinho de 1973, os pretos da USP “cabiam numa kombi, com folga”, segundo sua biógrafa, Bianca Santana – ela também uma preta da USP, doutora em Ciências da Informação pela ECA com uma tese, defendida em 2020, sobre a escrita de mulheres negras como instrumento de memória e resistência ao racismo. Duas décadas depois, a filósofa Sueli havia se firmado como uma das mais ativas (e combativas) intelectuais negras e feministas do Brasil.
A leitura desta biografia nos coloca diante da menina, a mais velha de nove irmãos, que alisava o cabelo com pente de ferro junto ao fogão nos anos 1950 e que se viu compelida a disputar um concurso público para conseguir um emprego decente, aos vinte e poucos anos, quando todas as suas tentativas de conseguir trabalho esbarravam na famigerada entrevista de emprego – ocasião em que o postulado da “boa aparência” fazia com que as jovens pretas fossem invariavelmente preteridas em favor das moças brancas que pleiteavam a mesma vaga. O envolvimento com o movimento negro, as festas black que chegavam a reunir mais de dez mil pessoas no centro de São Paulo, a oposição à ditadura, o casamento com um homem branco e judeu nascido no Egito, a comunidade familiar instalada no Morro do Querosene, no Butantã, são episódios pouco extraordinários, essencialmente prosaicos e imensamente humanos, verificados na vida de tantas mulheres negras como Sueli, que compõem sua trajetória impar, de elaboração e engajamento, que Bianca Santana nos apresenta neste livro.
Fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, desde 1988, Sueli Carneiro é referência obrigatória para quem quiser conhecer a história do feminismo negro – na esteira de Lélia Gonzalez – e se enveredar por alguns dos mais importantes episódios da luta antirracista a partir de São Paulo. Sua militância contribuiu intensamente para a elaboração de leis e políticas públicas no Brasil, como a criminalização do racismo, o direito à propriedade da terra por comunidades quilombolas e, mais recentemente, a confirmação da constitucionalidade das cotas raciais nas universidades. Para que pretas e pretos ocupem não apenas a USP e se espalhem por muitas e muitas kombis. 
Está nos cinemas (e também disponível por streaming) o mais novo documentário sobre o impeachment de Dilma Rousseff. As diretoras Anna Muylaert, de “Que horas ela volta?” (2015), e Lô Politi, de “Jonas” (2015), instalaram-se no Palácio da Alvorada durante os três meses em que a ex-presidente, já afastada do Planalto, se defendeu no processo instalado no Senado, entre maio e agosto de 2016. O filme é sensorial, intimista e, em muitos aspectos, melancólico, em especial porque já sabemos seu desfecho antes mesmo da primeira cena. “Nós temos bastante clareza do que é deixar marcado para a história este momento”, diz a então presidente, referindo-se aos seus pronunciamentos e, por extensão, à permissão de se deixar filmar.
“Alvorada” é um filme que provoca desconforto. Em quem apoiou o impeachment, por ver desnudada a fortaleza ética de uma presidente convicta de sua honestidade, sua seriedade e do absurdo da narrativa criada contra ela e seu governo. Mas também em quem denunciou o “golpe”, uma vez que as imagens revelam um esforço constrangedor para manter o humor no ambiente do palácio, em sorrir, em aplaudir a defesa do ex-ministro José Eduardo Cardozo quando se sabia totalmente inócua. Os muitos silêncios que se sucedem ao longo do filme potencializam essa sensação. Cozinheiros preparam refeições, jardineiros regam canteiros, empregados carregam cadeiras, lustram corrimãos e resolvem um problema no espelho d’água.
O filme é todo circunscrito ao Palácio, e este é, conceitualmente, um detalhe que influencia o tom que se buscou conferir ao doc. Dilma vive numa espécie de ilha. Ela está cercada. Um isolamento social antes do isolamento social da pandemia. O palácio é transformado num bunker modernista. A equipe montada para defendê-la se reúne numa de suas salas. Quando Dilma deixa o palácio para se defender no Senado, as câmeras permanecem naquele microcosmo, gravando a reação dos funcionários que assistem à defesa de Dilma pela TV. “Hoje eu só temo a morte da democracia”, Dilma discursa. Aflita, sua gente leva as mãos à boca, abaixa a cabeça, emudece, lacrimeja. “Não tenho dúvida de que seremos todos julgados pela história”, a presidente decreta. 
Em cartaz, em São Paulo, no Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca e no Reserva Cultural (agenda da primeira semana de junho). Disponível por streaming por R$ 19,90 no YouTube Movies.
Uma das boas surpresas da Netflix no comecinho do ano foi a primeira parte da série francesa “Lupin”, estrelada pelo excelente Omar Sy, de “Intocáveis” (2011) – que lhe rendeu o prêmio César de melhor ator no ano seguinte. Os cinco episódios que estrearam em janeiro ganham mais cinco a partir de 11 de junho. E a terceira temporada já foi confirmada recentemente pela Netflix.
Na obra de ficção, Lupin é um estelionatário, um rei do disfarce que ganha a vida com pequenos golpes e é movido por um único objetivo: se vingar de Hubert Pellegrini, um dos homens mais ricos de Paris. Quando Lupin era criança, o pai de Lupin trabalhava na casa de Pellegrini. Acusado injustamente de roubar o patrão, foi preso e se suicidou na cadeia, o que devastou a vida da família. Quase trinta anos depois, Lupin fará de tudo para desmascarar Pellegrini e fazê-lo pagar na mesma moeda o mau que lhe causou. 
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Conheça mais sobre o JDL em nosso site oficial, e em nossa página no site do IEA - Instituto de Estudos Avançados da USP.
Agradecemos pela leitura e nos vemos na próxima edição!
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Jornalismo, Direito e Liberdade

Jornalismo, Direito e Liberdade (JDL) é um grupo de pesquisa que lida com problemas em torno do jornalismo e das liberdades e direitos de informação e comunicação vinculado à Escola de Comunicações e Artes e ao Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.

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Curadoria cuidadosa de Jornalismo, Direito e Liberdade via Revue.
Grupo de pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade - ECA/IEA USP