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James O'Keefe Banido do Twitter; A Corrupção Impositiva

Fuga para a Realidade
James O'Keefe Banido do Twitter; A Corrupção Impositiva
Por Cesar Nascimento • Edição Nº3 • Ver na web
Nesta terceira edição de Fuga para a Realidade trago comentários sobre dois eventos que se destacaram durante a semana. O primeiro foi o banimento do fundador do Project Veritas, James O'Keefe, do Twitter. O segundo tem a ver uma mudança de cenário que vem ocorrendo na política brasileira já há algum tempo, mas que ganhou novo ímpeto nesta semana e que me leva a perguntar: que projeto de Brasil queremos?

Project Veritas Banido do Twitter
James O'Keefe, fundador do Project Veritas
James O'Keefe, fundador do Project Veritas
Coincidência ou não, James O’Keefe, jornalista investigativo responsável pelo Project Veritas, teve sua conta pessoal no Twitter bloqueada para sempre, logo após iniciar a divulgação de vídeos que comprometem a rede de notícias americana CNN. O banimento se deu sob alegação de que O’Keefe usava múltiplas contas para impulsionar seu conteúdo. O jornalista nega e afirma que vai processar a empresa por difamação. A conta institucional do Project Veritas já havia sido banida da plataforma em fevereiro, sob alegação de que divulgava ou ameaçava divulgar informações pessoais sem consentimento.
Nos vídeos divulgados, diretor da CNN revela que a empresa usa o noticiário como arma de propaganda e que um de seus objetivos recentes era derrubar o presidente Donald Trump. Ele também afirma que o medo gera audiência e que por isso exploram as notícias sobre a pandemia de forma sensacionalista. O funcionário chega a dizer que torciam para que o número de morte fosse mais alto.
O Project Veritas tem como foco a exposição da hipocrisia e manipulação da Grande Mídia e das Big Tech, flagradas várias vezes agindo para abafar informações verídicas e impulsionar boatos e conteúdo dúbio, desde que em favor de seus protegidos. As matérias do projeto são produzidas com apoio de whistleblowers (funcionários que delatam supostas ilegalidades nas empresas ou órgãos em que trabalham) ou de repórteres infiltrados com câmeras escondidas. Algumas das empresas já expostas pelo projeto são Facebook e Google, além da CNN.
Nem sempre o jornalismo baseado em denúncias de insiders ou em conteúdo obtido sem consentimento é mal visto pela Grande Mídia e pelas Big Tech. O website The Intercept, costuma publicar conteúdo vazado e denúncias de fontes anônimas, sem sofre qualquer tipo de retaliação. O ex-administrador de sistemas da CIA Edward Snowden, que vazou dados secretos da NSA (National Security Agency) dos Estados Unidos, é querido da grande imprensa. O mesmo se vê com Julian Assange e seu WikiLeaks, que divulga qualquer coisa que lhe caia em mãos. 
A única coisa objetiva no noticiário é a parcialidade das Big Tech e da Grande Mídia.
A Corrupção Imposta a Todos
A maioria parece concordar que governo atual está longe do ideal, mas isso não é razão para voltar ao que havia antes. Não consigo afastar um grande desconforto com a possibilidade de retorno ao poder de um grupo político que buscou subverter o sistema por dentro, com objetivo de apropriação do Estado para projetos partidários e com a instalação de mecanismos de corrupção escandalosos, que mesmo muito após desvendados ainda causam dano à República. Com isso em mente, publiquei em meu blog Defesa do Real uma nota singela que trata de um pequeno pedaço do problema, a partir de minha perspectiva como servidor público.
Eis a nota:
Todos se preocupam com a existência de políticos e servidores públicos corruptos. Todos sabem que existe corrupção ativa e passiva. Todos entendem que os problemas éticos não se manifestam apenas nas práticas corruptas como também na omissão diante delas. O que pouca gente compreende é que esses parâmetros são válidos apenas no que concerne a corrupção como conduta individual ou de grupos.
Quando um órgão, uma estatal, um governo inteiro é usado como instrumento de corrupção, todos os seus funcionários se tornam agentes da corrupção, mesmo sem participar conscientemente dela, mesmo sem saber de nada. O servidor mais honesto, o funcionário mais digno podem fazer tudo com retidão, mas quando a máquina inteira é dirigida a objetivos escusos, quando o sistema é sequestrado para interesses ilegítimos, cada um, sem possibilidade de escolha, torna-se apoiador material do projeto corrupto. Até o homem mais honesto passa a trabalhar pela causa corrupta. Esse é o dilema.
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Cesar Nascimento

Fuga para a Realidade

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Curadoria cuidadosa de Cesar Nascimento via Revue.