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Maternidades en la Compol. #IdeaFuerza 4.

Una Idea Fuerza es una idea que tiene la capacidad de impulsar, de crear nuevas realidades y contextos. Dentro de la comunicación política, se suele usar el concepto para nombrar al corazón conceptual de una campaña.
Creamos Idea Fuerza como un nuevo espacio de intercambio académico y profesional de la comunicación política en Iberoamérica. El contexto nos impacta, nos desafía a cuestionar nuestros paradigmas y a profundizar nuestros estudios. Solo escribir estas líneas introductorias representa ya un desafío enorme: no tenemos forma de saber si al momento de que sean leídas no habrán quedado ya profundamente desactualizadas.
Este es el tercer envío de Idea Fuerza. Muchas gracias por leernos.
Leer este mail te tomará aproximadamente 16 minutos.
Uma Ideia Forte é uma ideia que tem a capacidade de impulsar, de criar novas realidades e contextos. Dentro da comunicação política, o conceito é frequentemente usado para nomear o coração conceitual de uma campanha.
Criamos Idea Fuerza como um novo espaço de intercâmbio acadêmico e profissional de comunicação política na Ibero-América. O contexto nos impacta, nos desafia a questionar nossos paradigmas e aprofundar nossos estudos. Apenas escrever essas linhas introdutórias já é um enorme desafio: não temos como saber se quando forem lidas já não estarão profundamente desatualizadas.
Esta é a terceira remessa do Idea Fuerza. Muito obrigado por nos ler.
A leitura deste e-mail levará aproximadamente 16 minutos.

¿Qué estamos leyendo y escuchando?
📖A MATERNIDADE NA COMUNICAÇÃO POLÍTICA
 Na atual legislatura da Câmara de Deputados do Brasil, apenas 15% das parlamentares são mulheres. Se a falta de representatividade de gênero no legislativo brasileiro impressiona, é ainda mais surpreendente o fato de que o referido número representa um aumento de 50% em relação à legislatura anterior, de acordo com dados da própria Câmara1. Dilma Rousseff foi a primeira e única mulher a assumir a presidência do Brasil (2011-2014 e 2015-2016), e foi afastada do seu cargo em 2016 depois de um turbulento e controverso impedimento. Hoje, no Brasil, apenas 3 governos estaduais (dentro os 27 da federação) são comandados por mulheres, sendo que duas delas assumiram recentemente após a renúncia dos governadores eleitos.
A chegada de mulheres aos espaços de poder extrapola a questão da representatividade e expõe o machismo estrutural das nossas instituições de várias outras formas. É nesse contexto em que se revela, cada vez mais, a permeabilidade das instituições políticas brasileiras à violência política de gênero e o despreparo desses ambientes para tratar de questões relativas à vida das mulheres, como é o caso, por exemplo, da maternidade.
O aumento da participação de mulheres mães na política institucional e as dificuldades que elas têm enfrentado em sua atuação lançam nova luz sobre o modo em que a atividade política institucional historicamente se beneficiou da invisibilização das tarefas de cuidado, antes relegadas às pessoas que não eram consideradas protagonistas desses espaços. Enquanto uns faziam política, outras - as mulheres - gestavam, pariam, amamentavam e cuidavam das crianças. Não é mais dessa forma, entretanto, que esperamos que essas atividades se distribuam na sociedade.
Até pouco mais de 5 anos o Senado Federal brasileiro não contava sequer com banheiro feminino, tamanha a confiança, forjada pelo machismo estrutural, de que as mulheres não estariam lá. Quando olhamos para mulheres mães, a percepção institucional sobre a incompatibilidade entre o trabalho na política e o trabalho reprodutivo é ainda mais evidente. Até o início deste ano de 2022, os painéis de votação da Câmara dos Deputados do Brasil não acusavam a licença-maternidade de parlamentares que estivessem usufruindo desse direito, indicando, nesses casos, que a política em questão estava “ausente”, sugerindo negligência no cumprimento das suas atividades2. Ainda neste ano, chamou a atenção da imprensa brasileira que Cinthia Ribeiro (PSDB), a prefeita da cidade de Palmas (TO) tenha tido de cumprir agenda política e retomar suas atividades profissionais apenas 10 dias após ter dado à luz seu filho - a legislação municipal não previa a licença-maternidade no caso do executivo da cidade3.
A dupla jornada à que as mulheres mães são submetidas é uma dimensão bastante conhecida da nossa sociedade, e que se reapresenta de forma específica diante da intensa agenda de compromissos públicos e das horas de trabalho pouco convencionais de mulheres eleitas. No caso da comunicação política que se organiza ao redor e a partir do trabalho e da vida dessas mulheres, algumas questões chamam a atenção.
A exposição da rotina familiar de mulheres eleitas, por exemplo, é um tema espinhoso e exige reflexões cuidadosas sobre o uso da maternidade como insumo da comunicação política. Há, também, a questão da exposição da imagem das crianças. Como articular a narrativa pessoal e política da maternidade? Como construir a prestação de contas cotidiana do trabalho político se ele, na prática, é todo atravessado por tarefas de cuidado? Se as redes sociais tornaram baixo o muro que separa a esfera pública e particular das figuras políticas, a maternidade vem para implodir qualquer separação que restasse.
Imagens do parto são trazidas a público para suscitar debates, confortar e disputar consciências. O tema do aleitamento materno, da introdução alimentar, do cumprimento do calendário de vacinação, da vida escolar, da sobrecarga e culpa materna e da importância das redes de apoio à mãe e às crianças são debatidos com o público/eleitorado a partir da experiência pessoal das políticas eleitas. Há, evidentemente, oportunidade de conexão direta com o eleitorado feminino e de tratamento desses assuntos historicamente agendados como privados/familiares, agora, do ponto de vista das políticas públicas
COMO INSERIR A MATERNIDADE NA COMUNICAÇÃO POLÍTICA?
Algumas pistas podem ajudar a conduzir estratégias de comunicação política de mulheres mães, de forma a engajar o eleitorado de forma crítica e atenta à relevância pública da maternidade:
  • Compreender que figuras públicas mães não sofrem mais do que mães anônimas.
  • Reconhecer e legitimar a diversidade de possibilidades de maternar.
  • Desconstruir a ideia de mãe “super-heroína”.
  • Utilizar a maternidade como oportunidade para estabelecer pontes com mães e puérperas distantes da política
  • Divulgar e fortalecer o trabalho de doulas, coletivos de maternidade, profissionais de saúde, defendendo a integralidade da assistência de saúde às mães e bebês.
  • Localizar os desafios da maternidade diante de agendas de políticas públicas
  • Levantar reflexões sobre a paternidade
  • Dar visibilidade para a importância da rede de apoio à criança e à mãe, reconhecendo a capacidade de órgãos públicos (como escolas e postos de saúde) cumprirem esse papel.
Renata Albuquerque - Matheus Trevisan
📕Call for Papers para la Revista Más Poder Local.
Hasta el próximo 15 de julio está abierto nuestro #CallForPapers para el número 50 (edición especial): “Una década de cambios de la comunicación política”.
 Lee las instrucciones para autores en el siguiente enlace: https://maspoderlocal.com/index.php/mpl/about/submissions           
🎙️El Podcast de Agenda Pública. Autoritarismo Millenial.
En el podcast conducido por Yanina Welp y Franco Delle Donne realizan un excelente análisis sobre el gobierno de Nayib Bukele en El Salvador.
El episodio puede ser escuchado aquí.
¿Qué estuvimos siguiendo?
Ballotage en Colombia 🇨🇴.
Este domingo Colombia vuelve a ir a las urnas para elegir al próximo presidente en unas elecciones altamente polarizadas. Gustavo Petro y Rodolfo Hernández se disputan la primera magistratura del país en el medio de una campaña tensionada por discursos polarizantes.
Desde ALICE vamos a seguir la elección con atención y seguramente hagamos comentarios sobre la misma en nuestras redes una vez se conozcan los resultados.
IV Edición Curso ‘Comunicación Política y Estrategias de Campaña
🗓️ Del 7 al 9 de septiembre de 2022.
👩🏻‍🏫 Modalidad presencial (Ronda de Levante, Murcia) y 🧑🏻‍💻 online (AV de la UMU). 
🗣️💡25 horas destinadas al análisis de estrategias en la medición de la compol, habilidades y destrezas para el análisis político y electoral, estudio y seguimiento de actores políticos y mucho más. 
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Maestría en Comunicación Política. Universidad Austral.
La Maestría asociada a nuestra REPCOMPOL en Argentina acaba de iniciar su nueva cohorte de estudiantes. Quienes estudian en otros programas de la red pueden acceder a beneficios y posibilidades de intercambio dentro de la Maestría.
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❗Recordatorio sobre cuotas de asociados/as
Quienes deseen asociarse para participar de nuestro #IXCongresoALICE o quienes ya estén asociados/as y deban pagar sus cuotas anuales tienen tiempo hasta el 31 de julio.
🛩️¿Pensando en participar de nuestro #IXCongresoALICE?
Creamos una sección especial en nuestra web con información de métodos de transporte para llegar hasta Málaga y recomendaciones para el alojamiento dentro de la ciudad.
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