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☕ Café com Satoshi #24: O Tema Econômico Mais Polêmico da Atualidade 🎈

👋 Bem-vind@ a mais uma edição da maior newsletter cripto-econômica PT/BR 🇵🇹🇧🇷 Hoje vamos dar a cara a
☕ Café com Satoshi #24: O Tema Econômico Mais Polêmico da Atualidade 🎈
By Paradigma • Issue #23 • View online
👋 Bem-vind@ a mais uma edição da maior newsletter cripto-econômica PT/BR 🇵🇹🇧🇷
Hoje vamos dar a cara a tapa.
Pode xingar muito no Twitter (@ParadigmaEdu) se discordar de alguma coisa.
O tema polêmico é: inflação. Sabe o que significa? Tem um palpite sobre se deve subir ou cair nos próximos meses e anos?
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🎈 N Tipos de Inflação?
Inflação é comumente definida como um aumento generalizado nos preços em uma economia.
Isto pode ser medido de diversos jeitos. Nos EUA, o índice mais usado é o CPI. No Brasi, o IPCA. Ambos acompanham o preço médio de itens em uma cesta hipotética de bens de consumo.
Preços relativamente estáveis são objetivo de quase toda política monetária.
Relativamente porque um certo nível de inflação “pode fazer bem” - promove o consumo (em detrimento da poupança), o que nutre o crescimento econômico.
Você tem incentivo para gastar dinheiro hoje se souber que ele terá menos poder de compra amanhã.
Se o dinheiro preserva 100% do seu poder de compra (ou, numa situação deflacionária, compra mais coisas amanhã do que compraria hoje), o incentivo pende para o lado da poupança.
Inflação pode aparecer quando:

  • base monetária aumenta (o crescimento na oferta de dinheiro suprime o valor deste);
  • demanda supera a oferta de bens (poder aquisitivo sobe em descompasso com a capacidade produtiva);
  • custos de insumos (energia; combustível) aumentam, encarecendo produtos;
  • inércia psicológica prolonga o impacto de tendências inflacionárias anteriores (esse fator é delicado - quem se lembra da URV, o dinheiro de mentira que salvou o Brasil?).

Trata-se, portanto, de uma dança complexa de fatores.

Mapa de calor da inflação ao redor do mundo.
Mapa de calor da inflação ao redor do mundo.
💥 Forças Opostas em Conflito
É leviano projetar cenários a partir de um só destes fatores (ex: “imprimir dinheiro leva à inflação!”).
Não é errado assumir que a expansão da base monetária (via crédito bancário) distorce relações de preço. No entanto, se ela for compensada pela redução na demanda por bens, ou pelo ganho de produtividade na indústria, a inflação pode acabar não se movendo um pingo sequer.
Este é um exemplo ilustrativo. Ex-ante, é difícil apontar causalidade entre estes fenômenos. Muitas vezes, o máximo que dá pra fazer é aproximar explicações para a dança dos preços ao se debruçar sobre a história econômica de uma era - ex-post.
Nos anos 20, nos EUA, preços permaneceram relativamente estáveis, mesmo com uma expansão monetária vertiginosa no fim da década prévia (para bancar a participação na guerra).
A maior oferta de dinheiro foi compensada pelos ganhos de produtividade (que reduzem custos de produção). Foi nesta década que a eletricidade, o automóvel e a linha de montagem Fordiana começaram a ser adotadas em massa.
Em 2007/2008, críticos do afrouxamento monetário promovido pelo FED alegavam que a inflação no dólar era inevitável - mas ela atingiu pico em 2008 e caiu persistentemente nos anos seguintes (veja abaixo).
O cenário macroeconômico, hoje, opõe forças deflacionárias a inflacionárias:  1. Testemunhamos um aumento sem precedentes da base monetária;  2. que (ainda) não se manifestou em queda no poder aquisitivo do dólar;  3. em meio a um cenário recessionário - ninguém sabe ao certo quando o consumo retornará a níveis pré-Corona.  A demanda global por dólares é tão alta que tem permitido ao FED continuar expandindo seu balanço sem acarretar na desvalorização da moeda. Mesmo com os motores à toda força, ele vem injetando menos liquidez no seu mercado que os outros dois bancos centrais mais relevantes do planeta (BOJ e ECB).  Também há de se levar em conta que, durante uma crise, empresas quebram, suas dívidas não podem ser pagas, e muito dinheiro (na forma de crédito) é efetivamente destruído. A oferta de dinheiro diminui - mesmo que para mantê-la estável, o FED precisa “imprimir mais”.
O cenário macroeconômico, hoje, opõe forças deflacionárias a inflacionárias: 1. Testemunhamos um aumento sem precedentes da base monetária; 2. que (ainda) não se manifestou em queda no poder aquisitivo do dólar; 3. em meio a um cenário recessionário - ninguém sabe ao certo quando o consumo retornará a níveis pré-Corona. A demanda global por dólares é tão alta que tem permitido ao FED continuar expandindo seu balanço sem acarretar na desvalorização da moeda. Mesmo com os motores à toda força, ele vem injetando menos liquidez no seu mercado que os outros dois bancos centrais mais relevantes do planeta (BOJ e ECB). Também há de se levar em conta que, durante uma crise, empresas quebram, suas dívidas não podem ser pagas, e muito dinheiro (na forma de crédito) é efetivamente destruído. A oferta de dinheiro diminui - mesmo que para mantê-la estável, o FED precisa “imprimir mais”.
🔭 O Que Pensa o Mercado?
Expectativas de 5 anos para a inflação, nos EUA (derivada da diferença entre o yield de bonds e TIPS).
Expectativas de 5 anos para a inflação, nos EUA (derivada da diferença entre o yield de bonds e TIPS).
Você deve vir ouvindo prognósticos variados sobre a inflação.
Nossa sorte é poder consultar um oráculo que agrega as opinões de todos e nos dá uma medida coletiva da expectativa. Este oráculo se chama mercado.
E ele NÃO vem precificando inflação num futuro próximo.
Não significa que está certo, necessariamente. O mercado não é infalível.
Às vezes, é preciso um catalisador para trazer a inflação de volta - como uma ênfase renovada em políticas populistas; ou a inauguração de novas vias para despejar dinheiro sobre o povo.
⚖️ O Que Nós Pensamos?
Não existe inflação neutra. A economia global jamais se cristaliza.
O crescimento nunca acontece na mesma velocidade em todos os setores. Ele passa pela realocação de recursos - de setores desacelerados para os que estão se expandindo mais rapidamente.
De forma parecida, a inflação é sempre relativa: o poder de compra que um ativo perde é absorvido por outro.
DXY, por exemplo, mede a força do dólar contra uma cesta de outras moedas soberanas. A “moeda mais forte” pode não escapar da inflação - basta que infle mais devagar que seus pares.

Portanto, perguntar-se se a inflação está chegando” é menos importante do que se questionar: “onde”?

O restante desta análise é exclusiva para assinantes Paradigma Pro. Se você se interessa pelo tema, clique aqui ou no link abaixo para ler.
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📚 Dicas de Leitura
➡ ⚛️ The Wolfram Physics Project (Stephen Wolfram)
Wolfram é uma figura polêmica. Inventou uma das linguagens de programação mais místicas de todos os tempos e um software matemático usado mundialmente. É dono de um ego que rende enxurradas de críticas. Há pouco, publicou um arcabouço teórico que visa se aproximar de uma teoria unificada da física. Vale explorar as ideias. Nem que seja pra aprender, com ele, a organizar pensamentos e ser mais produtivo.
➡ 🥜 The Big Picture in a Tiny Nutshell (Ray Dalio)
A lenda viva dos investimentos resume seu estudo dos super-ciclos de débito (~100 anos) e pinta um retrato da situação atual. Spoiler: acredita que estamos no final de um super-ciclo econômico. Leitura deliciosa pra quem gosta de história.
➡ 🧬 Project Evidence (Autores anônimos)
Um compilado de evidências sobre a origem laboratorial do novo coronavírus. Leia se tiver coragem. E tire suas próprias conclusões.
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