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☕ Café com Satoshi #21: Na Real, O Que Esperar do Halving?

Feliz ano 🎉 2020 é incomum para bitcoiners. É ano de halving. O halving é um evento programado (porta
☕ Café com Satoshi #21: Na Real, O Que Esperar do Halving?
By Paradigma • Issue #20 • View online
Feliz ano 🎉
2020 é incomum para bitcoiners. É ano de halving.
O halving é um evento programado (portanto, de conhecimento público), que decorre no Bitcoin a cada ~4 anos. Trata-se de uma alteração na política monetária da moeda, que reduz a inflação, além de ter outras implicações fundamentais para a rede.
Hoje fazemos uma reflexão sobre os halvings passados. E exploramos dados que podem te ajudar a navegar o evento, “marcado” para maio deste ano.

📈 Eventos Técnicos Mexem com os Preços?
Levantamos dados de mercado à procura de relações significativas entre eventos técnicos (como upgrades ou forks) e os preços das criptomoedas que os protagonizam.
O estudo se concentra em altcoins - o halving do Bitcoin não é incluso. A conclusão é a de que, na média, há pouco ou nenhum retorno anormal para se capturar “operando o roadmap de um determinado projeto”.
Ou seja: desconfie de notícias que associam movimentos nos preços a lançamentos de produtos (e anúncios do tipo).
⛏️ O Halving que Se Aproxima
O 1º halving no bitcoin aconteceu em 2012. O 2º, em 2016. O 3º é agora, em 2020.
Em suas vésperas, tende a aquecer o debate público em torno da escassez do Bitcoin. Há quem acredite que o evento é catalisador de awareness, demanda e preços. Há quem o veja com menos cerimônia, dada sua natureza pública e previsível.
O quanto o halving está ou não está precificado”? - a discussão sobre o grau de eficiência do mercado - já era uma questão comum nos ciclos anteriores (veja essa thread de 2015).
O debate não tem uma resolução binária. As informações em cima das quais o mercado precifica o bitcoin não têm o efeito linear, por exemplo, de uma previsão de tempo sobre os preços do milho. Um novo adepto não “capta” o bitcoin por causa de um evento específico, mas sim sente-se confortável enquanto digere o paradigma, até um ponto no qual não há mais retorno. O espectro de tempo no qual se dá o “ momento a-ha!” é extremamente amplo e variado, de pessoa para pessoa - mesmo aquelas com acesso à mesma informação, durante o mesmo período. O processo requer uma fusão de conceitos filosóficos com perspectivas pessoais sobre política, economia e o mundo lá fora.
Essa complexidade está intimamente relacionada com a velocidade em que “a informação sobre o Bitcoin” se dispersa. É como um arquivo de 10GB viajando pela internet em 1997. É a razão pela qual a disseminação de um novo dinheiro leva tempo, e se desenrola como uma história.
O fato é que, até hoje, os preços reagiram positivamente nos meses subsequentes ao halving - e a trajetória atual tem andado em linha com as prévias:
Vale ressaltar que, nos ciclos anteriores, os preços engataram trajetória de subida após o halving - a data em si foi um não-evento. Agora, encontramo-nos entre o 1º e o 2º ciclo, em termos de “distância do fundo” (gráfico acima).
Nos ciclos passados, a volatilidade disparou meses antes (1º ciclo) ou até mesmo culminando (2º ciclo) no halving.
A conjectura atual é notadamente distinta das prévias. Em 2016, por exemplo, o mercado de derivativos não fazia cócegas nos volumes dos mercados à vista - hoje, é o contrário.
🌎 “De Onde Vem Mais Dinheiro”?
Uma das fontes mais férteis de crítica às projeções otimistas para o bitcoin no próximo ciclo, que se inicia em maio, é sintetizada na pergunta: “de onde vem o dinheiro"?
Se a classe de ativo tem potencial de decuplicar o valor que armazena, de onde virão os novos dólares de investidores e usuários, capazes de empurrar esse valor adiante?
Destacamos duas pesquisas que apontam para respostas plausíveis, e iluminam o caminho da adoção (nessa frente):
58% dos gestores institucionais apontam a incerteza regulatória como desconforto nº 1 para se expôr a bitcoin. 65% dizem que o veículo preferido para se expôr é um ETF.
3 projeções de TAM (mercado total endereçável) bem razoavelmente argumentadas para o bitcoin: U$0.8, U$1.1 e U$1.3 trilhões de dólares.
Previsões públicas de preço compiladas por bitcoineconomis.io. Autores incluem influenciadores, investidores e críticos; não leve muito a sério
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